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Rural

Previsão de frio excessivo preocupa produtores de frutas

Família Rech da Linha Montanha Alegre em Erechim espera uma boa produção de pêssegos, mas está apreensiva em função da previsão de geada e até neve

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"Mas a gente reza pra que não dê esse frio que estão falando, pra ter uma boa produção, e depois na
Poletto afirma que se ocorrer, realmente, o frio que está sendo previsto com geadas e até neve, vai
Por Ígor Dalla Rosa Müller
Foto Divulgação

A onda de frio prevista para acontecer nesta semana de agosto, não é incomum, mas a intensidade com que pode alcançar, sim, com muita geada e até neve. Por enquanto, é só uma previsão, que ainda não se confirmou e está por vir a partir de hoje, quinta-feira.     

A família Rech tem por ofício a agricultura, mais especificamente a produção de frutas. A propriedade fica localizada na Linha Montanha Alegre em Erechim e a sua história com as frutas inicia há mais de 30 anos, é o que nos conta o filho Joelson Irany Lise Rech, do casal, José Rech e Teresinha Lise Rech.

“A família trabalha com pêssego há 34 anos desde que o meu pai era solteiro, depois de casado continuaram a produção, e fomos aumentando devagarinho, mantendo uma área de frutas”, lembra.

Atualmente, a família produz pêssego em 1,3 hectare; caqui em 0,5 hectare; e, uva em 0,6 hectare. Segundo Joelson, a expectativa até o momento é de uma boa produção, “as variedades mais do cedo estão em estado vegetativo, com os frutos visíveis, e as variedades mais tardias com estágio de florescimento”.

Frio

O produtor está preocupado com essa onda de frio que está por vir, já que ela pode prejudicar os pessegueiros que já tem os frutos, e até o parreiral, que tem plantas querendo abrir a gema e começar a brotação. “Mas, principalmente, os pessegueiros mais do cedo, porque se a onda de frio for muito forte vai derrubar os frutos”, afirma.

Preço

Conforme Joelson, no momento, não tem muita perspectiva de preço, que está indefinido. “Não tem muito o que pensar, por causa da pandemia, mas a gente reza pra que não dê esse frio que estão falando, pra ter uma boa produção, e depois na hora de vender ter um preço favorável”, diz.  

Ele lembra que no ano passado o preço do quilo tanto do pêssego quanto da uva girou em torno de R$ 3. A produção da família é comercializada em um supermercado de Erechim. “Devido à pandemia não sabemos se vai ter um preço bom ou não, e isso afeta a nossa produção na hora da venda”, explica.

Alto Uruguai

Algumas frutas necessitam de horas de frio pra quebrar a dormência e ter uma brotação mais uniforme, explica o engenheiro agrônomo, Luiz Angelo Poletto, assistente técnico regional em Sistemas de Produção Vegetal da Emater/RS-Ascar.

Segundo ele, a queda de temperatura, que vai acontecer nesta semana, é boa para a parreira, ameixa, maçã, caqui e nogueira pecã, frutas que precisam entre 400 a 700 horas de frio abaixo de 7,2 graus centígrados. “E, como este ano não fez tanto frio, se não der esse que está previsto, não vai ter uma frutificação tão boa”, afirma. No entanto, acrescenta o agrônomo, o pêssego que já brotou pode ocorrer abortamento de frutos, deixando a produção desuniforme.  

Poletto observa que para os cítricos, que estão com uma florada muito boa, não seria mais necessário tantas horas de frio e, principalmente, geadas e neve, como tem previsão. “Se der um friozinho não seria ruim, mas que não causasse a queda das flores”, comenta.  

No entanto, explica Poletto, se ocorrer, realmente, o frio que está sendo previsto com geadas e até neve, vai ser prejudicial. “Certamente vai até causar problemas nos brotos novos, na parte nova da planta, e, principalmente, queda da flor com abortamento de frutos”, diz.

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