A retomada econômica e geração de empregos em Erechim, já está acontecendo, contudo, ainda de maneira tímida. Esse é o caso de duas empresas do município, a Vachileski Pneus e Cavaletti Cadeiras Profissionais, que estão contratando trabalhadores e antigos funcionários que foram demitidos no início da pandemia provocada pelo novo coronavírus.
De acordo com o diretor da Vachileski Pneus, Gilson Kolba, a necessidade de contratação surgiu com a abertura de uma nova unidade no município de Três Arroios.
“No começo da pandemia tivemos uma redução na demanda, com isso, optamos por dar férias para todos os colaboradores. Depois disso, nossa alternativa foi realizar algumas demissões. Agora, que começamos a reagir e com a nova planta fabril em Três Arroios, que deve ser inaugurada até o fim deste ano, decidimos contratar mais pessoas”, contou Kolba à reportagem do Jornal Bom Dia.
“Ainda, temos outra unidade que fabrica pó de borracha, que teve redução de 75% na demanda nos últimos meses, e agora está retomando a normalidade. Todas as vagas em aberto são para a área de reforma de pneus e para fabricação de pó de borracha. Acreditamos que para ano que vem nossas plantas voltarão a produzir no mesmo ritmo de antes da pandemia e, assim, surgirão novas contratações”, acrescentou o diretor.
“Ainda é cedo”
Para o empresário e diretor da empresa Cavaletti, Gilmar Cavaletti, a notícia de recontratações é boa, mas ainda é preciso ter preocupações com relação a retomada das atividades.
"Estamos retornando, porém, não podemos afirmar que é uma retomada, pois ainda é muito cedo para esta afirmação. Afinal, o que mais preocupa é a falta de matéria-prima já neste reinício, afinal, como o dólar está alto, isso incentiva a exportação em detrimento do mercado interno”, pontuou.
“Como acreditávamos na retomada, mantemos um estoque regulador para 45 a 60 dias conforme o produto. Então, só vamos sentir mesmo a falta de matéria-prima a partir de outubro. E, mesmo nesse cenário, estamos recontratando alguns funcionários que tinham sido demitidos, nos setores mais críticos", concluiu Cavaletti.