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Economia

Varejo digital: “vendas pela internet representam 50% do que é comercializado”, diz empresário

Pizzaria italiana, em Erechim, teve que se adaptar em meio a pandemia, que fez despencar o faturamento, após três meses de inauguração

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De acordo com Alfredo, depois de todas as dificuldades enfrentadas, o momento é satisfatório
Por Ígor Dalla Rosa Müller
Foto Divulgação

A pandemia do novo coronavírus (covid-19) mudou a rotina das pessoas e a realidade econômica, alterou a forma de vender e consumir e criou novos mecanismos de comunicação entre empresas e consumidores. E uma dessas alternativas foi o comércio eletrônico, por meio das redes sociais e aplicativos, que aproximou o cliente dos produtos com um toque na tela do celular ou pelo mouse do computador, enquanto a pandemia isolava e esvaziava o comércio presencial. Assim, o comércio eletrônico, o varejo digital, foi a alternativa mais rápida, eficiente e viável para manter os negócios abertos e sobreviver ante tantas dificuldades e restrições de toda ordem.

Segundo a Associação Brasileira de Comércio Eletrônico (ABComm), o faturamento do comércio eletrônico (e-commerce) cresceu 56,8% de janeiro a agosto deste ano, em relação ao mesmo período do ano passado. O estudo realizado pelo Movimento Compre & Confie em parceria com ABComm mostrou, também, que houve alta de 65,7% no número de pedidos no período.

Negócio na pandemia  

A Pizzeria e Focacceria Delizie D'Italia do italiano, Alfredo Giovannetti, em Erechim, é um exemplo de negócio que teve que se adaptar em meio a pandemia, que fez despencar o faturamento da empresa, após três meses de inauguração. A pizzaria está aberta, desde 18 de dezembro de 2019, e em março já se deparava com uma redução de 70% nas vendas, que se estendeu nos meses seguintes de abril e maio.  

Para enfrentar essa realidade e manter a empresa aberta, a estratégia foi apostar na venda digital. O empresário explica que com a pandemia a pizzaria tinha que estar fechada para o público, e as vendas ocorriam só por tele-entrega.

“O telefone não vencia, o cliente ligava e dava ocupado. E não podia contratar outro funcionário porque o faturamento havia caído. A saída foi automatizar as ações, e aí partimos para a internet, para receber os pedidos digitalmente e conseguir atender os clientes”, lembra. E, acrescenta, “procurei na internet um sistema bom, com custo apropriado e que funcionasse bem”.

Segundo Alfredo, as vendas pela internet representam 50% do que é comercializado, hoje, na pizzaria e é o que está mantendo o negócio funcionando. “Sim, porque o cliente se cadastra no aplicativo ou no site da pizzaria, entra e faz a compra por ali, o pedido chega na pizzaria e nós produzimos. O pagamento é feito na entrega”, explica.  

Além disso, comenta Alfredo, para fomentar e atrair novos clientes eles estão fazendo muito marketing pelas redes sociais. “Não se pode demorar para atender o cliente, tem que ter automação, método mais automático e com rapidez na produção”, observa.

Avaliação  

De acordo com Alfredo, depois de todas as dificuldades enfrentadas, o momento é satisfatório, já que nos meses de junho, julho e agosto as vendas aumentaram. “Hoje chega a 80% do que era inicialmente, está quase normal, falta 20%, sendo que 50% são vendas pela internet”, diz.

Sempre se aperfeiçoando 

“Em novembro vou fazer um curso com um italiano porque cada negócio tem que se atualizar, ter metas, novidades e qualidade, e nunca pode se estar satisfeito com aquilo que se faz”, afirma. O empresário oferece aos clientes, entre doces e salgadas, 35 tipos de pizzas e focaccias italianas com estilo Toscano, tudo feito de forma artesanal, por ele mesmo.

Sonho realizado 

Trabalhar com alimentos é um sonho antigo do Alfredo. Ele conta que quando terminou o Ensino Médio na Itália, queria fazer a escola para aprender a trabalhar com comida, mas não pode por questões econômicas e, também, porque jogava futebol semiprofissional. Assim, a vida o levou para outra profissão, que lhe proporcionou viajar o mundo e conhecer no Brasil a sua esposa, Angélica Dal Vesco, natural de Erechim. E, aqui, depois de viverem na Europa, retornam para colocar um sonho em prática: abrir a pizzeria deles.

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