A pandemia do novo coronavírus (covid-19) mudou a vida e a rotina de todos, restringiu a circulação de pessoas e isso afetou severamente a economia e o mercado de trabalho. Por outro lado, toda essa situação incômoda foi o estímulo necessário para despertar novos negócios. Esse é o caso da Mini roupínea.
Projeto e maternidade
Segundo a fundadora e empresária, Emanuele Biolo Magnus (Manu), o projeto é fruto do empreendedorismo materno e foi gestado junto com a Alina, mais especificamente, durante a compra do enxoval da filha. Manu comenta que a proposta amadureceu pela vivência da maternidade real e pela busca por roupas confortáveis, práticas e fofas para bebês, com um visual mais contemporâneo.
Marca
“A marca reúne modelos essenciais e coordenados, de 0 a 2 anos, com informação de moda, confeccionados em malha 100% algodão, com estamparia exclusiva e unissex, em coleções, edição limitada”, explica.
Protagonista
A Manu é mãe da Alina, amor do André, virginiana e chocólatra. Formada em Moda e doutora em Diversidade Cultural e Inclusão Social. Por 15 anos foi professora no ensino superior de Moda e, antes disso, trabalhou como estilista e pesquisadora de Tendências. Manu faz parte da estatística de mães demitidas antes dos filhos completarem 2 anos. E, a Mini roupínea traz a sua nova versão na essência: mãe, empreendedora e protagonista.
Roupa e amor
“Acreditamos que a escolha da roupa dos nossos filhos também envolve amor e cuidado. Apoiamos o aleitamento materno, a parentalidade consciente e a criação com apego. Também, incentivamos a reflexão sobre maternidade versus trabalho e a não romantização do empreendedorismo materno - e da própria maternidade”, diz.
Desafios
Manu conta que sempre teve um perfil empreendedor, de gostar de desafios e ter ideias e tirar projetos do papel. “Mas acabava não me dedicando a um projeto meu porque me dedicava em tempo integral à universidade”, disse.
Variedades
Conforme ela, a Mini roupínea surgiu com esta ideia de trazer mais variedades de cores para as roupas de bebê. “O tripé disso é conforto, praticidade e fofura. Roupínea é uma linguagem das redes sociais, para ficar ainda mais fofo, com esta terminologia”, observa.
Pôr em prática
Manu comenta que a ideia de fazer Mini roupínea é anterior à pandemia, no entanto, ela ficou na dúvida se este era o momento certo de fazer ou não o projeto. “Mas quando é o momento certo para empreender? Mesmo com frio na barriga é necessário começar, e não necessariamente, com tudo perfeito e pronto, mas iniciar com aquilo que é possível naquele momento, e ir testando e adaptando conforme as necessidades do mercado”, observa.
Subsídios
Ela lembra que em fevereiro deste ano fez uma pesquisa on-line com outras mães, questionando os hábitos de consumo, sobre as roupas que compravam para seus filhos e filhas, cores preferidas, o que não encontravam no mercado. “A marca e a primeira coleção se desenvolveram muito em cima disso, com a participação de outras mães, acredito muito na colaboração, no trabalho coletivo”, afirma.
Ela explica que em função da pandemia demorou um pouco mais para lançar a primeira coleção, isso porque para ela ficou evidente que as pessoas iriam passar a comprar menos, mas melhor, focando mais no conforto. “Que acredito ser prioridade na roupa infantil, até porque as pessoas estão mais em casa e revendo uma série de valores”, avalia.
Pandemia
“A pandemia fortaleceu a minha ideia. A compra de roupa de bebê ocorre, também, muito por substituição, já que ela deixa de servir e precisa comprar uma nova. Então, por isso, acho importante ela ter um preço justo em relação ao custo-benefício. Essa é uma das coisas que a gente preza na marca, a questão da qualidade, mas com preço justo”, observa.
Perspectiva
Conforme a empresária, como perspectiva, ela acredita que vai ter um aumento da natalidade, devido as pessoas estarem mais em casa e os casais se reaproximarem. “Justamente, porque ficavam envolvidos com outros trabalhos e outras questões, que agora ficaram um pouco em segundo plano, mas acredito numa taxa de natalidade, com perspectiva de ampliação da marca”, comenta.
Moda autoral
A empresária quer muito enaltecer a questão do empreendedorismo materno e da moda autoral, que tem a questão da proximidade do criador, estilista, com o seu produto, marca e cliente, trazendo uma abordagem mais afetiva. “Acredito muito nisso. E, também, na moda autoral, as inspirações vêm muito da trajetória de vida”, diz.
A proposta da Manu é também fortalecer esses aspectos em Erechim. “Não sei exatamente como, quem sabe criar uma rede de empreendedoras, enaltecer a questão da moda local, porque a pandemia trouxe isso, valorizar e comprar na sua cidade, o que a gente conhece a origem”, diz.