A pandemia do novo coronavírus (covid-19), que já completa sete meses, gerou desabastecimento de matéria-prima nas indústrias do Alto Uruguai, alta nos preços dos insumos, e, também, a falta de perspectiva para a volta da normalidade. Além do setor industrial, a crise sanitária trouxe problemas para o comércio em geral. Como efeito disso se tem a diminuição da produção e das vendas, mesmo tendo demanda, e a consequente redução de funcionários e contratações temporárias de fim de ano.
Indústria
Segundo o presidente da Associação Comercial, Cultural e Industrial de Erechim (Accie), Fabio Vendruscolo, todos os anos é normal ter contratações temporárias de fim de ano para a indústria, porém neste ano há a questão da pandemia que impactou no fornecimento de material. “Está faltando matéria-prima”, afirma.
Ele ressalta que a falta de insumos é realidade de todos os segmentos industriais. “E a indústria ficou amarrada, tem pedidos de trabalho, precisaria contratar os temporários até o final de ano, mas não consegue pôr em prática este planejamento por causa da falta de matéria-prima. Infelizmente vivemos um momento muito atípico, e não tenho conhecimento de como vai se resolver essa situação, e caminha desta forma”, afirma.
O presidente da Accie ressalta que as empresas têm demanda de trabalho, mas não tem matéria-prima suficiente para suprir os pedidos.
Esquadrias
Conforme o empresário, Adelar Szabat, das Esquadrias Central, a pandemia gerou escassez de matéria-prima e aumento de preços. Ele diz que tem fornecedores abusando no aumento dos preços, já que num período de 60 dias o material quase dobrou de valor. “Trabalhamos com aço carbono e o inox para fazer coberturas”, diz.
Segundo Adelar, o galvanizado aumentou cerca de 70% em dois meses e o aço teve um reajuste de aproximadamente 40%. “Tenho muito problema de falta de material. As compras feitas antes dos aumentos realizadas há uns 40 dias eu estou recebendo um pouco a cada semana, mas não tudo que preciso”, afirma.
No fim de ano, o empresário, normalmente, não faz contratações temporárias, porque nesse período a empresa entra em recesso uns dias. Mas explica que o número de funcionários reduziu de 8 para 6 em função da pandemia. E, enfatiza, os preços dos materiais estão abusivos sem prazo para receber.
Comércio
A presidente da CDL Erechim, Rosângela Spiazzi Truylia, afirma que o setor está com expectativa bem positiva para as contratações temporárias de fim de ano. Ela explica que algumas empresas começam antes, final de outubro, início de novembro, a contratação para preparar os profissionais para o atendimento no mês de dezembro. E, outras contratam só para o mês de dezembro por causa do horário estendido, e por fazer a rotatividade. “Expectativa é de várias contratações para o fim de ano”, diz.
Rosângela espera que as vendas se mantenham igual ao ano passado, e num cenário mais otimista, que elas tenham crescimento. “Ainda não temos os dados de quantas contratações irão ocorrer e quanto pode ter de crescimento”, diz.
Conforme a presidente da CDL Erechim, já tem relatos de empresários que contrataram profissionais temporários, e estão preparando o pessoal para o atendimento de dezembro. “O mês de maior movimento do comércio, com horários estendidos, atendimentos nos sábados e domingos, então precisa-se de pessoas”, afirma.
Ele explica que as contratações mais recentes servem, também, para os novos funcionários irem se familiarizando com a empresas e o seu sistema de vendas. “E, assim, estarem prontas para um excelente atendimento na época do Natal”, observa.
Moda praia e lingerie fitness
Para a empresária, Tanaína Frohlich, da empresa TôqTô, que trabalha com moda praia e lingerie fitness, o momento é de insegurança e indefinição. “Na hora de comprar tenho medo porque não sei se vou vender”, afirma.
Tanaína comenta que não sabe como vai reagir o mercado depois da pandemia, e se a situação vai voltar ou não a ser como antes, e diz que houve uma redução nas vendas no período da pandemia. “Estamos aguardando para ver o que vai acontecer, e aí ver se vamos contratar ou não”, diz.
Sobre o fornecimento de produtos, Tanaína observa que os representantes estão repassando que vai atrasar a chegada dos produtos e até a faltar alguns itens. “Já temos pedidos atrasados e a tendência é atrasar ainda mais”, conta.
Ela explica que o mercado dela depende das pessoas viajarem e os clubes reabrirem as piscinas. “E se isso não acontece as vendas caem automaticamente”, afirma.
A empresária ressalta que em outros anos se sabia se seria preciso ou não contratar alguém. “E, geralmente, contratava uma pessoa para ajudar na loja. Provavelmente não iremos contratar. Mas ainda temos que esperar para ver como será”, diz.
A pandemia do novo coronavírus (covid-19), que já completa sete meses, gerou desabastecimento de matéria-prima nas indústrias do Alto Uruguai, alta nos preços dos insumos, e, também, a falta de perspectiva para a volta da normalidade. Além do setor industrial, a crise sanitária trouxe problemas para o comércio em geral. Como efeito disso se tem a diminuição da produção e das vendas, mesmo tendo demanda, e a consequente redução de funcionários e contratações temporárias de fim de ano.
Indústria
Segundo o presidente da Associação Comercial, Cultural e Industrial de Erechim (Accie), Fabio Vendruscolo, todos os anos é normal ter contratações temporárias de fim de ano para a indústria, porém neste ano há a questão da pandemia que impactou no fornecimento de material. “Está faltando matéria-prima”, afirma.
Ele ressalta que a falta de insumos é realidade de todos os segmentos industriais. “E a indústria ficou amarrada, tem pedidos de trabalho, precisaria contratar os temporários até o final de ano, mas não consegue pôr em prática este planejamento por causa da falta de matéria-prima. Infelizmente vivemos um momento muito atípico, e não tenho conhecimento de como vai se resolver essa situação, e caminha desta forma”, afirma.
O presidente da Accie ressalta que as empresas têm demanda de trabalho, mas não tem matéria-prima suficiente para suprir os pedidos.
Esquadrias
Conforme o empresário, Adelar Szabat, das Esquadrias Central, a pandemia gerou escassez de matéria-prima e aumento de preços. Ele diz que tem fornecedores abusando no aumento dos preços, já que num período de 60 dias o material quase dobrou de valor. “Trabalhamos com aço carbono e o inox para fazer coberturas”, diz.
Segundo Adelar, o galvanizado aumentou cerca de 70% em dois meses e o aço teve um reajuste de aproximadamente 40%. “Tenho muito problema de falta de material. As compras feitas antes dos aumentos realizadas há uns 40 dias eu estou recebendo um pouco a cada semana, mas não tudo que preciso”, afirma.
No fim de ano, o empresário, normalmente, não faz contratações temporárias, porque nesse período a empresa entra em recesso uns dias. Mas explica que o número de funcionários reduziu de 8 para 6 em função da pandemia. E, enfatiza, os preços dos materiais estão abusivos sem prazo para receber.
Comércio
A presidente da CDL Erechim, Rosângela Spiazzi Truylia, afirma que o setor está com expectativa bem positiva para as contratações temporárias de fim de ano. Ela explica que algumas empresas começam antes, final de outubro, início de novembro, a contratação para preparar os profissionais para o atendimento no mês de dezembro. E, outras contratam só para o mês de dezembro por causa do horário estendido, e por fazer a rotatividade. “Expectativa é de várias contratações para o fim de ano”, diz.
Rosângela espera que as vendas se mantenham igual ao ano passado, e num cenário mais otimista, que elas tenham crescimento. “Ainda não temos os dados de quantas contratações irão ocorrer e quanto pode ter de crescimento”, diz.
Conforme a presidente da CDL Erechim, já tem relatos de empresários que contrataram profissionais temporários, e estão preparando o pessoal para o atendimento de dezembro. “O mês de maior movimento do comércio, com horários estendidos, atendimentos nos sábados e domingos, então precisa-se de pessoas”, afirma.
Ele explica que as contratações mais recentes servem, também, para os novos funcionários irem se familiarizando com a empresas e o seu sistema de vendas. “E, assim, estarem prontas para um excelente atendimento na época do Natal”, observa.
Moda praia e lingerie fitness
Para a empresária, Tanaína Frohlich, da empresa TôqTô, que trabalha com moda praia e lingerie fitness, o momento é de insegurança e indefinição. “Na hora de comprar tenho medo porque não sei se vou vender”, afirma.
Tanaína comenta que não sabe como vai reagir o mercado depois da pandemia, e se a situação vai voltar ou não a ser como antes, e diz que houve uma redução nas vendas no período da pandemia. “Estamos aguardando para ver o que vai acontecer, e aí ver se vamos contratar ou não”, diz.
Sobre o fornecimento de produtos, Tanaína observa que os representantes estão repassando que vai atrasar a chegada dos produtos e até a faltar alguns itens. “Já temos pedidos atrasados e a tendência é atrasar ainda mais”, conta.
Ela explica que o mercado dela depende das pessoas viajarem e os clubes reabrirem as piscinas. “E se isso não acontece as vendas caem automaticamente”, afirma.
A empresária ressalta que em outros anos se sabia se seria preciso ou não contratar alguém. “E, geralmente, contratava uma pessoa para ajudar na loja. Provavelmente não iremos contratar. Mas ainda temos que esperar para ver como será”, diz.