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Economia

Sobe e desce nos preços não favorece revendedor e, muito menos, consumidor

Neste ano, gasolina já sofreu 35 alterações no preço e o diesel foram 28 mudanças no total. Pouco ou quase nada se reflete em benefícios, já que impostos encarecem combustíveis e a maior fatia é do governo

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O presidente da cooperativa ressalta que a margem de lucro é muito baixa
No caso da gasolina 46% do valor final são impostos, no RS 30% é de ICMS, mais 16% Cide, PIS/Pasep e
Por Ígor Dalla Rosa Müller
Foto Ígor Dalla Rosa Müller

A Petrobras divulgou nesta semana, dia 26, os novos preços dos combustíveis nas refinarias, e com a redução de 5%, o preço médio da Petrobras para as distribuidoras da gasolina passa a ser R$ 1,66 por litro. E essa é mais uma entre muitas mudanças no valor dos combustíveis. Mas esse valor está muito longe do que o consumidor paga. Por quê? Neste último ajuste a gasolina teve queda de 5% e o diesel (S10 e S500) redução de 4%. No entanto, essa política de preços é difícil de acompanhar e não se traduz, necessariamente, em benefícios para revendedores de combustíveis e consumidores. 

Em 2020, a gasolina sofreu 35 alterações no preço, sendo 16 aumentos e 19 reduções; e, no diesel foram 28 mudanças no total, dos quais 13 foram acréscimos e 15 reduções, de acordo com a assessoria de imprensa da companhia.

O presidente da Cooperativa de Consumidores (Coonsumo), Sandro Filippi, afirma que como revendedor nunca sabe se vai ter aumento ou diminuição nos preços dos combustíveis e, assim, não tem como a empresa fazer uma programação. “Então, como não é repassado as informações eu não tenho como saber se preciso aumentar o estoque porque vai subir o preço. Essa situação é ruim porque não tem como se programar, organizar um estoque de combustível, e quem acaba pagando o preço é o cliente final”, afirma. Ele acrescenta que isso sempre foi assim, é um “jogo de esconde-esconde”.

Margem de lucro

Sandro ressalta que o percentual de lucro é muito baixo, da cooperativa entre 6% e 7% e, que hoje, a maioria dos postos de combustíveis não tem margem para se sustentar. “E com a pandemia houve muitos prejuízos acumulados. No início chegamos a vender 50% a menos, depois foi voltando gradativamente, e, hoje, as vendas estão em 70%”, afirma.

Preços

Sandro explica que na composição do preço, por exemplo da gasolina, incide muitos impostos. “Na formação do preço do combustível envolve o percentual da Petrobras, Pis/Cofins, Cide e o ICMS do Estado, que no Rio Grande do Sul é de 30%. A maior fatia de lucro fica com o próprio governo”, afirma.   

Política de preços

Na avaliação dele essa política de preços não trouxe melhorias. “O cliente final que paga o preço. Os postos têm uma margem quase insustentável, porque tem que pagar todo o custo operacional. Nós temos hoje 18 funcionários em dois postos, matriz e filial”, afirma.

No Coonsumo, o preço do diesel S10 para o associado está R$ 3,34 e normal R$ 3,37 e o S500 para o associado fica R$ 3,29 e o normal R$ 3,34; a gasolina comum e aditivada tem o mesmo preço R$ 4,44 para associado e R$ 4,49 para o público em geral.

Para o gerente do Posto Lora, Claudio Lora, o repasse de redução ou aumento é gradual, porque há estoque e não tem como fazer isso de maneira automática. “A perspectiva é repassar para o consumidor”, afirma. Ele comenta que o litro da gasolina comum está R$ 4,59 e a aditivada R$ 4,79; o litro do diesel S10 está R$ 3,66 e o S500 R$ 3,60.

Segundo o gerente do Posto Potencial, Igor Farina, provavelmente quando chegar a próxima carga deve ser repassado para os consumidores a diminuição nos preços. Hoje, o litro da gasolina comum está R$ 4,66 e a aditivada R$ 4,76; o litro do diesel S10 está R$ 3,51 e o S500 R$ 3,47.

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