Além de todas as vidas perdidas, a pandemia do novo coronavírus (covid-19) trouxe muitas incertezas para toda a economia. Ninguém ficou de fora e todos os setores precisaram se adaptar a este novo momento. Depois de quase oito meses de pandemia o cenário ainda é de indefinição.
De acordo com a presidente da CDL Erechim, Rosângela Spiazzi Truylia, a expectativa de vendas para o fim de ano é atingir, pelo menos, o que foi vendido no ano anterior. “A esperança é que se venda mais, mas devido todo este ano atípico, se ficarmos dentro do que se comercializou no ano passado já seria um bom resultado”, afirma.
Segundo a gerente da loja Atacado da Moda, Tere Talaska, as vendas no momento estão muito fracas, principalmente, nestes últimos dois meses. “Espero que depois do dia 15 deste mês, quando passar as eleições melhore”, observa. A loja que ela gerencia vende roupas e calçados, masculino e feminino, adulto e infantil, e está atuando há um ano e meio em Erechim, hoje, na avenida Maurício Cardoso.
Tere afirma que expectativa é aumentar as vendas até o fim de ano. “No ano passado tivemos um fluxo muito bom, um movimento contínuo”, diz. A expectativa dela é um aumento nas vendas, e que essa seja a realidade do comércio como um todo, porque a situação está complicada.
Segundo Tere é preciso que haja uma virada radical, uma guinada nas vendas, porque senão vai impactar nos empregos, sendo que neste ano já houve duas demissões na loja. “As vendas deste fim de ano têm que ser ainda melhores que o ano passado”, afirma.
“Comprar Aqui é Mais Legal”
A presidente da CDL Erechim afirma que se está intensificando a campanha anual “Comprar Aqui é Mais Legal”, mobilizando os lojistas e consumidores para que venham comprar no comércio de Erechim, porque as oportunidades de prêmios são muito boas. “É uma campanha fantástica, maravilhosa, e qualquer um vai gostar de ganhar esses prêmios”, destaca.
Rosângela comenta que ao comprar nas empresas locais, nas lojas identificadas que participam da premiação, se fortalece o comércio, garante empregos e o retorno do imposto pela nota fiscal. “Esse é um trabalho conjunto que envolve entidades, lojistas e a rede”, diz.
Pesquisa
Segundo dados divulgados pela Fecomércio (RS), na terça-feira (3), da Intenção de Consumo das Famílias (ICF), a disposição das famílias é pequena para comprometer seu orçamento com compras parceladas, diante da insegurança dos próximos meses.
O presidente da federação, Luiz Carlos Bohn, ressalta que “os resultados do ICF apontam para a cautela das famílias em consumir diante de um cenário de incerteza quanto à pandemia, quanto ao ritmo da retomada econômica e, portanto, do mercado de trabalho, ao se considerar a proximidade do encerramento dos programas governamentais que foram e tem sido tão fundamentais para a recomposição de renda das famílias”.
Ele acrescenta que é preciso continuar unindo esforços e agindo com responsabilidade “para que a retomada possa continuar ganhando força e os caminhos para a saída dessa crise possam se tornar cada vez mais claros para todos”.