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Saúde

Radioterapia de última geração no tratamento do câncer de próstata

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Acelerador Linear - Eficácia e segurança com as técnicas modernas no tratamento do câncer de próstat
Por Assessoria de imprensa
Foto Divulgação

A próstata é uma glândula presente nos homens, localizada na frente do reto e abaixo da bexiga. Sua função é produzir um líquido que compõe parte do sêmen, responsável por nutrir e proteger os espermatozoides.

O câncer de próstata pode surgir devido ao crescimento descontrolado das células. Os fatores de risco estão relacionados ao histórico familiar de pai ou irmão com câncer de próstata antes dos 60 anos, alimentação não saudável, cigarro, álcool, falta de atividade física, sobrepeso e obesidade. 

Os tratamentos mais comuns para o câncer da próstata incluem: radioterapia, cirurgia e/ou hormonioterapia. 

A radioterapia é o uso específico de alta energia de radiação ionizante utilizando feixes de tratamento direcionados ao alvo desejado.

Os avanços tecnológicos incorporados aos modernos equipamentos, associados a profissionais altamente capacitados, tornam essa modalidade de tratamento muito segura e efetiva no processo de cura. 

Entre as técnicas de radioterapia conhecidas, a 2D (bidimensional) e a 3D (tridimensional) ainda são utilizadas em alguns centros, porém a radioterapia com a técnica de Intensidade Modulada do Feixe (IMRT, sigla originada do termo em inglês Intensity Modulated Radiation Therapy) possibilita maior precisão e segurança no tratamento do câncer de próstata. 

A IMRT modula o feixe de radiação oferecendo maior intensidade de dose na área de interesse, poupando áreas onde essa intensidade não é desejada como reto e bexiga, estruturas muito próximas a próstata. Com isto, consegue-se irradiar tumores irregulares, de morfologia complexa, que “abraçam” essas estruturas normais, sem causar excessiva exposição à radiação nos tecidos circunvizinhos. O objetivo é conformar a radiação ao formato mais próximo possível do volume alvo, na tentativa de proteger melhor as estruturas adjacentes. As técnicas de IMRT são significantemente mais complexas do que as outras formas tradicionais de radioterapia.

Trata-se de uma técnica altamente complexa, na qual um grande número de profissionais é envolvido, como médicos especialistas (radio-oncologistas), técnicos em radioterapia, físicos-médicos e enfermeiros. 

Está bem estabelecida a vantagem da radioterapia com técnica de Intensidade Modulada do Feixe (IMRT) no Câncer de Próstata no que diz respeito a possibilidade de maior dose de radiação no volume-alvo, obtendo um excelente controle, menor risco de recidiva da doença, de disseminação e mortalidade sem aumento de toxicidade relacionada a efeitos colaterais indesejáveis.

 

Dra. Caroline Sartori Basso

Médica Radio-Oncologista

Responsável Técnica pelo Setor de Radioterapia do COC Erechim – Centro de Câncer

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