O Natal está chegando e, junto com ele, se faz necessário pesquisar preços, organizar e comprar os produtos para a ceia natalina. Este ano é completamente atípico, já que se está em meio a uma crise sanitária e econômica, que resultou em desabastecimento de alimentos e de matéria-prima nos mercados. Mas como está essa situação, faltando poucos dias para as famílias celebrarem o Natal? Vai faltar produtos nas prateleiras dos mercados?
Supermercado Querência
Segundo a proprietária do Supermercado Querência, Silvania Martovicz Fávero, o que está acontecendo, neste momento, é que as empresas estão fazendo cotações de cestas natalinas para presentear os funcionários. “Nisto, já estamos trabalhando”, diz.
Silvania afirma que tem vários modelos de cestas, por exemplo, com panetone, espumante, lentilha, aves natalinas, entre outros itens. “Inclusive já recebemos as aves natalinas”, afirma.
Na questão dos preços, Silvania comenta que houve uma variação para cima em alguns produtos. “Por exemplo, nas aves natalinas o aumento pode chegar a 15%”, observa.
A proprietária do mercado comenta que o consumidor ainda não está fazendo pesquisa e procurando os produtos de Natal. “Nós já estamos com uma produção grande de panetone, disponibilizando todos os sabores que a gente tem. Tem venda para consumo no momento, mas a comercialização ainda não é expressiva para o consumidor final”, explica.
Com relação a antecipar as compras de Natal, Silvania acredita que não irá faltar produtos para a ceia natalina, porque o mercado já recebeu tudo o que comprou para este período do ano. “Já está tudo no nosso estoque. Tem algumas indústrias com problemas na matéria-prima, mas aí é na questão de lata, plástico e tal. Mas os produtos natalinos já estão estocados, então não tenho essa preocupação”, observa. Segundo ela, quem preferir pode fazer a sua encomenda.
Caitá Supermercados
Conforme o gerente do Caitá Supermercados, Wanderlei Dick, já se fechou, por um lado, a compra de muitos itens da ceia do Natal, e neste momento, as empresas estão preocupadas com a possibilidade de faltar algum tipo de produto da cesta, em função da pandemia. “Então, as empresas estão acelerando a compra das cestas”, afirma.
Dick comenta que, por exemplo, uma fábrica de pepinos atrasou a entrega do lote duas semanas devido à falta do vidro para embalar os pepinos.
Segundo ele, a princípio os produtos da cesta natalina estarão disponíveis aos consumidores, pode ocorrer que alguma marca específica não será encontrada, mas haverá os similares para substituir. “Conseguiremos fornecer os itens da cesta”, afirma.
O gerente do mercado comenta que os produtos da cesta natalina não tiveram muita variação nos preços, o que encareceu foram os produtos importados, em função do dólar, e no caso das aves natalinas houve reajuste um pouco maior. “As aves natalinas, dependendo do tipo, vão variar entre 10% a 15% de aumento”, explica.
Dick observa que a maioria dos produtos para o Natal já foram comprados, mas ainda tem alguns itens que faltam chegar no mercado. Muitas pessoas viajariam no fim de ano, iriam para o litoral, mas neste ano, o Natal será mais em casa por causa da pandemia, então, pode ser que no último momento falte algum produto. Porque a gente se baseia no ano anterior para fazer as compras do mercado”, observa.
E, acrescenta, dentro desta lógica em que as famílias irão ficar mais em casa do que viajar, quem puder se antecipar seria importante para se prevenir e não ficar sem os alimentos desejados para o Natal. “Se precisar o mercado prepara e faz pedidos antecipados, e o que for reservado fica guardado no estoque”, comenta.