Castelinho: todos usam sua imagem, mas não buscam uma solução
Alguns contrassensos na política, por mais que eu tente entender, não consigo sentir razoabilidade em algumas ações. A questão em si, aqui, é o Castelinho, que está numa situação lamentável, sem investimentos e com manutenção precária, o que coloca em risco o prédio centenário.
A presença do monumento em tudo
Onde quero chegar. Foi feito um monumento dos 100 anos de Erechim, na Praça Júlio de Castilhos usando o Castelinho com fonte inspiradora. A Câmara de Vereadores criou o Troféu Castelinho para homenagear pessoas e entidades. A decoração de Natal, fez um painel em frente ao Castelinho, respeitando os traçados da edificação em madeira mais antiga de Erechim. Na última Frinape, na solenidade de abertura, no Polo de Cultura, o Castelinho foi usado como fundo para o pronunciamento das autoridades. O pórtico de entrada da cidade, foi usado o Castelinho e seus traços na estrutura.
Para não ficar na lembrança
O Castelinho está estampado na bandeira de Erechim, no brasão da cidade. Tudo lembra o Castelinho. Todos enaltecem sua importância histórica. Mas pouco fazem, para garantir sua preservação. Um contrassenso histórico e perigoso. Todos usam sua imagem, mas não buscam uma solução. O tempo está cobrando essa letargia.
Tudo poderá ficar na lembrança, igual à Igreja Matriz
Já tentaram colocar fogo no Castelinho. Durante um temporal um pinheiro caiu e por pouco não atingiu o prédio. Um ex-prefeito chegou a ser condenado – injustamente – nos anos de 1990, por fazer uma reforma às pressas e sem licitação, para evitar que ele caísse, e após esse episódio se criou um estigma, onde os homens públicos pouco fazem. Um dia a sorte acaba, e o fogo pode se espalhar, a árvore cair sobre o telhado, ou simplesmente ruir, por falta de ação. Tudo poderá ficar na lembrança, igual a Igreja Matriz.