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Rural

Fase decisiva para o desenvolvimento da soja e milho

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Em torno de 80% das áreas de soja está em desenvolvimento vegetativo e 10% em pré-início de floração
Por Izabel Seehaber
Foto Izabel Seehaber

Os meses de janeiro e fevereiro compreendem um período determinante para o êxito na safra da soja e do milho no Alto Uruguai. Isso porque, muitas áreas de soja vão começar a florescer em breve e o milho está em desenvolvimento.  

De acordo com o engenheiro agrônomo e Assistente Técnico Regional da Emater Regional (ATR) de Erechim, Luiz Angelo Poletto, houve um atraso do plantio da soja no Vale do Rio Uruguai, sendo que a área prevista é 235 mil hectares, que já foi plantada. “Em torno de 80% está em desenvolvimento vegetativo e 10% está em pré-início de floração (áreas localizadas principalmente na região de Sertão e Getúlio Vargas em que o plantio aconteceu em outubro). Aparentemente não são registradas perdas na soja, mas sim, alguns casos isolados de má germinação devido à estiagem, que provocou essa alteração no número de plantas por hectare”, explica Poletto.

No caso do milho, o engenheiro agrônomo pontua que há cerca de 60 mil hectares plantados, sendo que 46.760 é para milho grão e 14.980 hectares para silagem. “No caso deste último, a maioria dos produtores já realizou a colheita. Já quanto ao milho grão, no Vale do Rio Uruguai, muitos agricultores solicitaram Proagro, sendo que, no auge na seca, muitas áreas foram liberadas para alimentação dos animais e foram replantadas. Agora estão se desenvolvendo bem e acreditamos que a perda será em torno de 49%”, comenta, citando que, em outras localidades em que o impacto da estiagem foi menos expressivo, a produtividade está normal.

No que se refere ao fator clima, a previsão é que janeiro tenha chuvas normais e em fevereiro elas fiquem um pouco abaixo da média. “O problema, muitas vezes está na distribuição. Caso as chuvas não sejam esparsas, a safra poderá ser normal. Em paralelo, os preços estão muito favoráveis para o produtor”, assinala o ATR da Emater, acrescentando que, onde há carência, ainda, é nos mananciais. Mesmo com as chuvas fortes que foram registradas recentemente, muitos rios ainda sentem o impacto.

Fruticultura

Quando o assunto é fruticultura, na avaliação de Poletto, a uva e o pêssego estão com melhor qualidade e o que houve foi uma queda da produtividade nesta safra. “No que se refere à citricultura, se as chuvas normalizarem, acreditamos que a próxima safra terá melhores resultados. No ano que passou, teve muita queda de frutos mas a produção estava boa. Sobre os preços, a tendência é que sejam favoráveis, do mesmo modo que na última colheita”, destaca.

 

 

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