Uma constante neste ano que passou foram as dificuldades, de toda ordem, enfrentadas pelo setor produtivo e comercial do país, principalmente, o desabastecimento de matéria-prima, reflexo da pandemia do novo coronavírus (covid-19). Essa situação resultou no atraso da produtividade industrial e, o pior, um reajuste expressivo nos preços dos insumos.
ACCIE
Segundo o presidente da Associação Comercial, Cultural e Industrial de Erechim (ACCIE), Fabio Vendruscolo, no momento é ainda é cedo pra fazer um diagnóstico sobre o desabastecimento de matéria-prima no setor industrial, em função do recesso das empresas de fim de ano. No entanto, algumas áreas já começam a esboçar uma certa normalidade.
Ele acredita que a partir do mês de janeiro a matéria-prima que estava faltando no mercado deve gradativamente ser reposta, e as empresas poderão desenvolver 100% das suas atividades de produção.
Carvalho Materiais de Construção
Segundo o gerente da Carvalho Materiais de Construção e Acabamentos, Evandro Salvi, o cenário continua, praticamente, o mesmo de 2020, com muita dificuldade para conseguir os produtos. “Envolve toda a linha de plásticos, PVC, ferro, tijolos, cimento, torneiras, tudo que demanda matéria-prima”, disse.
Ele ressalta que o cenário do setor não mudou nada do ano passado pra cá, sem contar o aumento dos preços das mercadorias que continuam elevando.
Metalúrgica LBN
Segundo a assistente administrativa, Andressa Zin Piccolo, da Metalúrgica LBN, desde o início da pandemia a empresa está vivenciando a dificuldade em comprar matéria-prima no mercado. “E até o momento os preços continuam subindo”, afirma. A Metalúrgica LBN trabalha com estrutura metálica e equipamentos para a construção civil como andaimes e carrinho de mão.
Antecipação e programação
Ela explica que a Metalúrgica LBN está sempre se antecipando com compras programadas e mantendo o estoque para conseguir atender a demanda. “E, mesmo diante deste cenário, o faturamento se manteve e não teve quedas na produtividade”, observa.
Reajustes
Para se ter uma ideia, no ano passado, um dos maiores problemas foi o aumento significativo no preço do aço que chegou a um acréscimo superior a 80%. Ela explica que num período normal, sem pandemia, os aumentos no preço do aço eram avisados pelos fornecedores com muita antecedência, sendo dois ou três reajustes anuais. Em 2020, foram muitos acréscimos, a empresa orçava num dia e dois dias depois já tinha que refazer os valores porque os preços haviam mudado.