Jovem empresária do ramo da moda autoral procura incentivar o consumo responsável e colaborativo para fomentar a economia local. A Mini Roupínea, fruto do empreendedorismo materno de Emanuele Biolo Magnus, tem se engajado nesse conceito e já se uniu a um movimento com outras 60 marcas no Rio Grande do Sul, de forma coletiva e colaborativa, chamado “Somos MAG”, de Moda Autoral Gaúcha.
“Leo morava com o pai e seis gatos na beira do mar”, conheceu um filhote de baleia e fortaleceu a amizade dentro de casa. A Alina mora com os pais, em Erechim, e foi a inspiração para a realização pessoal da mamãe. A história do Leo, saiu do livro infantil de Benji Davies, que fascinou a Alina, filha de Emanuele Biolo Magnus, que criou a sua própria empresa – a Mini Roupínea – e hoje lança a nova coleção de verão atraída pela vida do pequeno Leo.
Ano Novo, coleção nova
Os listrados, os peixinhos, o siri. Aqueles que poderiam ser pequenos componentes da obra, despertaram na empresária um: “Nossa! Tem muita coisa aqui”. E não somente para direcionar a nova coleção, mas em busca de montar o quebra-cabeça do atual momento imposto pela pandemia. Manu conta que normalmente começa a pensar nas peças, definindo “uma cartela de cores, pelo meu gosto, tendências e revisitando os clássicos. Com as formas, procurei inclusive relacionar com o momento que a gente está vivendo, em estampas com arco-íris – que sempre vem depois de uma tempestade; com o sol – uma energia e de uma luz que nunca se apaga; e com o siri – que não anda só pra frente e pra trás, mas para os lados também. A gente sempre pensa em avançar, ou acaba regredindo, mas a pandemia também nos trouxe essa questão de ‘andar para os lados’, perto daqueles que a gente ama e que a gente vê todo dia.”
Consumo local e colaboração
Assim, valorizar quem está ao lado também significa apoiar as pequenas marcas, de um negócio que se criou próximo da gente e está procurando movimentar a economia local. A Mini Roupínea, por exemplo, fruto do empreendedorismo materno, com pouco menos de um ano de fundação, tem se engajado nesse conceito de consumo sustentável e já se uniu a um movimento com outras 60 marcas no Rio Grande do Sul, de forma coletiva e colaborativa, chamado “Somos MAG”, de Moda Autoral Gaúcha. O negócio da erechinense é especializado em modelos de roupas de 0 a 3 anos, com uma grande maioria confeccionados em malha 100% algodão, com estamparia exclusiva e unissex, e realizado em coleções de edição limitada.
Segundo Manu, formada em Moda e doutora em Diversidade Cultural e Inclusão Social, “quem busca produto de moda autoral busca fugir de produtos massificados ou fast fashion, e procura autenticidade, significado e valor”. O conceito de moda autoral indica produtos feitos por criadores que têm uma proximidade muito grande com o consumidor e os elos de toda a cadeia produtiva, do processo de criação, de confecção ou de venda das peças. A empresária conta que abraçou o movimento do MAG justamente por se identificar com ele, já que a sua marca também ajuda a manter viva e a valorizar essa cadeia produtiva. Por isso, ela reforça que “ao comprar localmente, fortalecemos a economia da nossa cidade e região”.
Um segmento – esse do consumo sustentável e colaborativo – que também favorece uma maior preocupação com a qualidade final dos produtos. Através da loja virtual e do marketing digital, Manu conta que procura disponibilizar um conhecimento sobre o produto que coloca no mercado “a respeito da cadeia têxtil de confecção ou do setor da moda. Normalmente eu explico sobre a matéria-prima e o processo de criação, como uma forma de informar e de educar o meu público”. A qualidade do produto, explica a empresária, também se refere muito à “transparência do processo”.
Transformando o mundo com a moda
O projeto da Mini Roupínea, segundo uma das primeiras clientes, a arquiteta Nauíra Zanardo, que é mãe de dois, carrega consigo muita delicadeza, dedicação e carinho, principalmente quando se fala em maternidade: “tudo é feito com muito cuidado e capricho, pensando muito nas crianças, na liberdade e no conforto delas, respeitando todas as descobertas que acontecem na primeira infância. Também escolhi a Mini Roupínea, porque a Emanuele procura trabalhar com materiais mais naturais, como o algodão, com um ciclo de vida maior que acaba ajudando no cuidado com o nosso planeta”.
A erechinense, registrada como microempreendedora individual (MEI), também participa de outros movimentos colaborativos, como o “Benditas Mães”, o “Compre das Mães” e o “Sou de Algodão”. Esse último, conta Manu, para incentivar o consumo e toda a cadeia relacionada à fibra de algodão, colaborando inclusive para “uma jornada do produto ambientalmente correta, socialmente justa e economicamente responsável”. Enfim, ela acredita na moda como “meio para transformar o mundo em um lugar melhor” e aposta no propósito de “articular ideias e pessoas em projetos que gerem protagonismo, conhecimento e mudança”.