A colheita da soja iniciou no Alto Uruguai. A região tem cerca de 240 mil hectares de área plantada nos 32 municípios que formam ela. Um deles é Viadutos, com uma área estimada de 10 mil hectares de lavoura, em algumas propriedades os agricultores já fizeram a colheita.
A expectativa de produtividade média regional está em 60 sacas por hectare, segundo engenheiro agrônomo, Luiz Angelo Poletto, assistente técnico regional em Sistemas de Produção Vegetal da Emater/Ascar. E, acrescenta, se persistir as condições favoráveis do clima, a produtividade deve ultrapassar a média de 60 sacos por hectare na região. Ele comenta que em Viadutos já foram colhidos cerca de 200 hectares e a média variou de 50 a 70 sacos por hectare.
Chuvas
Ele explica que as chuvas ocorreram em quase toda a região Alto Uruguai, nesta semana, mas, ainda, bastante irregulares. “Para se ter uma ideia, no mesmo município houve precipitação de 25 milímetros variando até 140 milímetros. E há previsão para mais chuvas”, disse.
Situação das lavouras
Conforme Poletto, o estado geral das plantas é bom e as lavouras, no momento, estão com enchimento de grãos, cerca de 60% a 70% das lavouras da região estão nesta condição, nos municípios que plantaram no mês de outubro e novembro, e nestas áreas, os produtores já realizaram quatro tratamentos. A soja que foi plantada em dezembro, cerca de 30% das lavouras, já foram feitos dois tratamentos e se organizando para o terceiro. Nestas lavouras ainda precisa de chuvas, porque se está na fase de formação das vagens, portanto, um pouco mais atrasada, mas sem sintomas de doenças, somente em casos isolados.
Preços
O engenheiro agrônomo explica que o preço da soja está muito favorável ao agricultor, a saca está R$ 162 (CooperAlfa - 5/3). “No entanto, a região tem mais de 30% da soja foi vendida a preços que variaram de R$ 80 a R$ 100. E esses contratos têm que ser cumpridos por lei. Isso vai reduzir o lucro dos produtores se persistir o valor atual”, explica.
Insumos
Outra questão, observa Poletto, é o aumento do dólar, que subiu muito em relação à safra passada, e vai impactar muito nos preços dos insumos para a próxima lavoura. “Os insumos vão estar com os preços mais elevados do que ano passado, e isso vai tirar, também, o lucro que o produtor ganharia a mais pelo preço bom, porque vai pagar bem mais caro aquilo que ele precisa”, observa.
E, acrescenta, “para se ter uma ideia, alguns adubos a base de potássio, os que menos aumentaram, subiram 30%, já os adubos a base de fosforo chegaram a aumentar entre 70% e 80%. Isso tudo vai encarecer o custo para o próximo ano de lavouras”.
Expectativa
No geral, a safra será muito boa, afirma Poletto. “Esperamos que daqui uns dias o prognóstico de 60 sacas por hectare aumente, porque em alguns municípios como Sertão, Quatro Irmãos, a produtividade média vai passar de 70 sacos por hectare”, ressalta.
Área histórica
O engenheiro agrônomo comenta que área histórica da soja é de 240 mil hectares na região, mas pode ter um aumento nesses números, no levantamento final.
Aratiba
“Praticamente, choveu em todo o município de Aratiba, na semana que passou”, afirma o engenheiro agrônomo, Gilmar Schardong, responsável pelo Escritório Municipal da Emater do município. Ele explica que chegou a uns 30 milímetros de precipitação.
“As lavouras de soja estão se desenvolvendo bem. Se der seca pode prejudicar um pouco ainda o resultado. A expectativa é colher uma boa safra com produtividade média de 60 sacos por hectare”, disse. Aratiba tem cerca de 1400 hectares de soja plantados.