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Rural

Cultura do milho: lavouras da região têm perdas com cigarrinha

Mesmo com tratamento, alguns produtores não conseguiram controlar o inseto e perdas podem variar de 25% até 100%, se não houver cuidado no momento certo

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Milho plantado mais tarde, em Aratiba, teve problema com cigarrinha, diz o engenheiro agrônomo, Gilm
Por Igor Dalla Rosa Müller
Foto Divulgação

A colheita do milho safrinha já iniciou no Alto Uruguai. Em mais um ano de muitos desafios para o setor agrícola, além da seca, que trouxe perdas significativas para algumas lavouras da região, os produtores tiveram que lidar com outro gravíssimo problema: a cigarrinha. Em alguns casos, se o inseto não for controlado, pode levar a perda total da lavoura.

Aratiba 

Segundo o engenheiro agrônomo, Gilmar Schardong, responsável pelo Escritório Municipal da Emater de Aratiba, em algumas lavouras do município da safra 2020/2021 houve incidência de cigarrinhas. “O milho plantado mais tarde está tendo problema com cigarrinha. Eu não tinha visto isso em outros anos. Trabalho aqui há seis anos e, neste período, nunca tinha visto isso como está, é um fenômeno novo para nós”, disse.

Ele ressalta que foi buscar mais informações sobre o assunto, para saber se a cigarrinha também estava ocorrendo em outros municípios. “É um problema que está acontecendo na região, segundo relatos de colegas”, lembra.

O engenheiro agrônomo explica que a cigarrinha suga a seiva da planta ao ponto que ela chega a cair. “Os prejuízos chegam, hoje, de 25% a 30% em algumas lavouras, sendo que daqui umas semanas essa porcentagem pode aumentar”, afirma. Gilmar comenta que o milho mais afetado com a cigarrinha no município é o que será destinado para produção de silagem, aquele que vai virar comida para a produção de leite.

Uma das situações que chamou atenção do engenheiro agrônomo, é que os produtores realizaram tratamentos e, mesmo assim, não adiantou. “Não deu resultado com três, quatro tratamentos não houve resultados”, disse.   

Região

Segundo Luiz Angelo Poletto, engenheiro agrônomo e assistente técnico regional em Sistemas de Produção Vegetal da Emater/RS-Ascar, a cigarrinha está atacando as lavouras de milho da região. “É importante o agricultor monitorar o ataque e controlar principalmente nas fases iniciais da planta do milho até o final do período vegetativo”, explica.

Ele comenta que a cigarrinha causa o enfezamento da planta que irá se manifestar, especialmente, no período de floração e enchimento de grãos, e pode causar sérios danos, às vezes, até 100% de perdas.

A recomendação, segundo Poletto, para controlar os insetos, é preciso utilizar produtos eficientes que devem ser aplicados no período vegetativo do milho. “Sua eficiência maior se dá com produtos à base de acefatos, imidacloprida e tiametoxam. Há, também, produtos biológicos como o Beauveria bassania. Mas é importante o produtor buscar auxílio técnico para orientação”, afirma.

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