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Economia

Combustíveis: preços explodem

Seis reajustes só neste ano. Valor elevado interfere diretamente no custo de manutenção dos veículos, diminui margem de lucro e, ao mesmo tempo, vai inviabilizando as profissões que dependem da gasolina ou do diesel. “Não tem mais como trabalhar, a situação está muito difícil”, afirma caminhoneiro, Claudemir Carlos Gonçalves

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“A gasolina a R$ 6 o litro é uma exorbitância”, segundo o taxista, André Molon
“Não tem mais como trabalhar, a situação está muito difícil”, afirma caminhoneiro, Claudemir Carlos
Por Igor Dalla Rosa Müller
Foto Divulgação

Os combustíveis foram mais uma vez reajustados, neste ano, isso representa o sexto aumento consecutivo do preço da gasolina e o quinto do diesel. Segundo a Petrobras, a gasolina subiu R$ 0,23 nas refinarias, aumento de 8,8%, chegando em R$ 2,84. Considerando todos os reajustes do ano, a alta dos preços supera os 54%. No final de 2020, o litro era comercializado a R$ 1,84, portanto o aumento foi de R$ 1 em menos de três meses. Já o preço do litro do óleo diesel subiu 5,5%, ou R$ 0,15, e passou a custar R$ 2,86. O efeito disso todo mundo sabe, na bomba, o litro da gasolina já chega a R$ 6 aqui em Erechim e região, em algumas localidades até mais.

Táxi

Segundo o taxista, André Molon, que atua na profissão há 16 anos, a situação está bem complicada. A tarifa de táxi não é reajustada há 6 anos, os custos de manutenção do veículo aumentaram muito, troca de pneus, óleo e amortecedores, juntamente com o preço elevado da gasolina, o que faz com que a margem de lucro diminua muito. “A gasolina a R$ 6 o litro é uma exorbitância”, disse.

A situação se agravou ainda mais com a pandemia e as regras de isolamento social, restrições, o que contribuiu para a diminuição das corridas entre 30% e 40%. O taxista comenta que está muito preocupado com a situação, já que tem uma filha recém-nascida para criar. Ele trabalha 12 horas por dia e já está pensando em estender a carga horária para conseguir pagar as contas.

Caminhoneiro

O caminhoneiro erechinense, Claudemir Carlos Gonçalves, que está há 20 anos na estrada, afirma que o preço dos combustíveis está horrível. “Não tem mais como trabalhar, a situação está muito difícil, ainda mais com a pandemia, que não se consegue melhorar os preços do frete. Tem que cumprir um monte de exigências e obrigações, pagar pedágio, eu já cheguei na hora de parar com o caminhão. Não sei o que vou fazer, mas não está fácil. Poderia ser um pouco mais justo tudo isso”, comenta. E, acrescenta, “outro dia estava em Ponta Porã (MS) e paguei R$ 2,69 o diesel S10, aqui está quase R$ 5”.

Motoboy

O motoboy, Rudinei Lavandoski, que trabalha há 6 anos com frete, disse que mesmo sendo a moto mais econômica que um carro, ainda assim, o preço da gasolina, do jeito que está, diminui a margem de lucro e prejudica o frete.

Ele lembra que no início do ano com R$ 50 enchia o tanque da moto e, hoje, com o mesmo valor ficam faltando dois litros. Conforme Rudinei, outro problema é que com o aumento da gasolina também sobe o custo de manutenção da moto. “O frete de moto varia de R$ 7 a R$ 15, dependendo do local”, diz. E, acrescenta, “não vale mais fazer frete para fora do município com o preço da gasolina”, afirma.

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