No fim da tarde de sexta-feira (19), o governador Eduardo Leite anunciou o retorno do sistema de cogestão no RS - pelo qual as prefeituras poderiam ‘aliviar’ o protocolo de bandeira preta, adotando a bandeira vermelha (menos restritiva) nos municípios.
Poucas horas depois
Poucas horas depois, um juiz de Porto Alegre, via liminar, decidiu pela suspensão da cogestão - medida derrubada no domingo (21) pelo TJ-RS, após ação da procuradoria-geral do Estado.
Manifestações no meio do caminho
No meio desse caminho, muita coisa aconteceu - de discussões a respeito de eventual excesso do judiciário a manifestações patrocinadas por entidades do setor produtivo e dos prefeitos, que partiram para cima do executivo estadual a fim de fazer coro pela derrubada da liminar. O presidente da Famurs - com quem o presidente da AMAU e prefeito Paulo Polis se correspondeu durante todo o fim de semana - chegou a emitir uma nota pública a favor da cogestão e do que classificou como ‘violação da independência dos poderes’.
O que pode?
Em Erechim, o resultado deste imbróglio jurídico-sanitário-econômico, ao final, pode ser resumido no Decreto Nº 5.175, da prefeitura, que define protocolos relativos a bandeira preta em cogestão. O documento - seguindo normativa estadual - prorroga, por exemplo, a suspensão de atividades não essenciais entre 20h e 5h nos dias úteis e durante todo fim de semana e feriados até o dia 4 de abril. Quanto ao cumprimento das medidas, a fiscalização cabe ao município. Aqui, você pode conferir o que está valendo desde ontem:
Administração pública:
Reforço teletrabalho/teleatendimento; Lotação máxima de 25% dos trabalhadores presencialmente.
Comércio (essencial e não essencial)
Presença máxima de uma pessoa para 8m² de área; Exigência de cartaz com número máximo de pessoas; Horário preferencial para quem pertence a grupo de risco.
Feiras ar livre
Permitida o comércio de produtos alimentícios em feiras livres de produtos alimentícios agrícolas com distanciamento de três metros entre as barracas.
Restaurantes, bares e similares
Lotação máxima de 25%; Distanciamento de dois metros entre as mesas; Máximo de quatro pessoas por mesa; Proibido música ao vivo.
Hotéis/alojamentos
Lotação máxima de 50% nos estabelecimentos que tenham o Selo Turismo Responsável; Lotação máxima de 30% nos estabelecimentos sem Selo Turismo Responsável; Áreas comuns fechadas.
Indústria e construção civil
Lotação máxima de 75% lotação de trabalhadores.
Praias, praças e parques:
Permanência segue vedada.
Cinemas, drive-in, congressos, eventos sociais e corporativos, festas e procissões
Não autorizado.
Serviços de educação física (academias e piscinas etc)
Exclusivo para atividade individual com fins de manutenção da saúde; Lotação de uma pessoa para cada 32m² de área útil de circulação.
Clubes
Fechamento de áreas comuns para lazer; Academias e piscinas conforme protocolo “Serviços de Educação Física”; Permitida a prática de esportes coletivos (duas ou mais pessoas) exclusivo para atletas profissionais.
Competições
Somente mediante autorização do Gabinete de Crise; Jogos de campeonato de futebol (FGF, CBF, Conmebol) somente após as 20h.
Cabeleireiro, barbeiro e estéticas
Máximo de uma pessoa para 8m² de área; Distanciamento de dois metros entre clientes; Horário preferencial para grupo de risco.
Pet shops
Máximo de 25% de trabalhadores; Atendimento individual, sob agendamento, tipo pegue e leve.
Missas/serviços religiosos
Lotação máxima de 10%, limitada a 30 pessoas; Distanciamento entre grupos não coabitantes.
Bancos/lotéricas
Lotação máxima de 50% trabalhadores.
Sindicatos, conselhos, imobiliárias e consultorias
Reforço teletrabalho/teleatendimento; Lotação máxima de 25% dos trabalhadores; Atendimento individual, sob agendamento.
Serviços domésticos
Obrigatório uso correto da máscara por empregados e empregadores.
Transporte coletivo urbano ou metropolitano
Lotação máxima de 50% da capacidade do veículo; Uso de máscara; Janelas abertas e/ou sistema de renovação e ar.