A safra de verão 2020/2021 será a maior da história do Alto Uruguai, não em produtividade, já que alguns municípios sofreram com a estiagem, mas na quantidade gerada de recursos financeiros que irão chegar aos R$ 3 bilhões.
Segundo o engenheiro agrônomo, Luiz Angelo Poletto, assistente técnico regional em Sistemas de Produção Vegetal da Emater/Ascar, é importante ressaltar que os preços da soja, milho e feijão dobraram em relação ao ano passado. “Estão muito favoráveis ao produtor”, disse.
Ele comenta que o levantamento detalhado dos números da produção agrícola da safra 2020/2021 foi realizado pela Emater/Ascar, tendo como base as informações dos escritórios municipais da Emater, coletadas com agricultores, entidades agrícolas, entre outras formas, e que a cada 15 dias são registradas pela Emater no Ipan Culturas. O engenheiro agrônomo observa que esses números ainda podem sofrer alguma alteração.
Milho
Segundo ele, a área total plantada de milho foi de 46.160 hectares, com produtividade média regional de 6.103 quilos por hectare (122,06 sacos), com 34,18% de perdas. A produção regional foi de 4.695.286 sacos e uma renda de R$ 425.000.000,00. O maior produtor de milho da região é o município de Barão de Cotegipe com 4200 hectares de área cultivados.
Milho-silagem
Com área plantada de 16.285 hectares, o milho silagem teve produtividade de 20.321 quilos por hectare e perdas de 49,20%.
Soja
A soja teve uma área total de 234.810 hectares e produtividade de 3.644 quilos por hectares. A produção regional foi de 14.260.411 sacos e a renda de R$ 2.400.000.000,00. O munícipio de Sertão foi o maior produtor.
Feijão
O feijão teve uma área total plantada de 2.110 hectares com uma produtividade de 1.842 quilos por hectare. A produção chegou a 64.808 sacos e a renda gerada pela cultura foi de R$ 19,400.000,00. Faxinalzinho é o município maior produtor.