O Rio Grande do Sul foi reconhecido, internacionalmente, como área livre de febre aftosa sem vacinação. A assembleia ocorreu, ontem (27), na Organização Mundial de Saúde Animal (OIE) que deu o aval para o novo status sanitário do estado.
Segundo a fiscal estadual agropecuária, Michele Maroso, da Inspetoria de Defesa Agropecuária de Erechim, o Rio Grande do Sul recebeu, ontem, o certificado internacional de estado livre de febre aftosa sem vacinação pela OIE.
“Recebemos o certificado a nível federal no ano passado pelo Ministério de Agricultura Pecuária e Abastecimento, e já faz um ano que estamos sem vacinação contra a febre aftosa nos bovídeos. Comprovamos todas as exigências a nível internacional e recebemos o certificado”, afirma.
Novos mercados
Michele explica que com a certificação mundial muitos mercados se abrem para o estado. “É o melhor status sanitário, muito elevado com relação à sanidade animal”, afirma.
“A questão técnica foi muito importante porque sofremos auditorias do Ministério da Agricultura, desde 2017, o serviço veterinário oficial do RS foi se fortalecendo, se aprimorando nas solicitações do ministério, e em setembro de 2019, tivemos a última auditoria, quando recebemos a chancela do ministério para retirar a vacinação”, lembra.
Ela comenta que no ano passado foi implementado o projeto sentinela no âmbito das fronteiras e, atualmente, existe uma inteligência policial e sanitária atuando nestes locais, com o objetivo de combater o abigeato e o contrabando de animais do Uruguai, que é fronteira seca, e da Argentina divisa com água. “Esse projeto foi bem estruturado e está tendo bons resultados”, afirma.
As unidades veterinárias locais também foram fortalecidas com renovação da frota de veículos.
“Os produtores rurais são, hoje, a nossa principal fonte de vigilância. Então, que eles estejam atentos a qualquer indício ou sinal no animal, mancando, aftas, febre, se está babando, comuniquem a Inspetoria Veterinária. Seja parceiro para que se atue rapidamente, a fim de evitar a contaminação, caso venha a ocorrer”, explica. E, acrescenta, “o preço da liberdade é a eterna vigilância, a responsabilidade aumentou muito”.
Ela ressalta que a sanidade animal é compartilhada entre o produtor rural, o serviço veterinário oficial e, também, indústrias, cooperativas, a parte de beneficiamento do produto de origem animal. “Todos precisam trabalhar juntos”, afirma.
Declaração obrigatória
O prazo para fazer a Declaração Anual de Rebanho Obrigatória de 2021 se encerra nesta semana no dia 31. Os produtores rurais de Erechim e região devem comparecer na Inspetoria Veterinária de seu município para realizar a Declaração Anual 2021, comenta fiscal estadual agropecuária.
Todos animais
Segundo Michele, o produtor rural precisa trazer anotado em um papel todos os animais existentes em seu rebanho sejam eles bovinos, ovinos, caprinos, suínos, equinos, galinhas.
Ela ressalta que os dados devem ser informados corretamente, porque pode ocorrer a conferência de tais dados pela Inspetoria. “Também em caso de doença de notificação obrigatória, por exemplo, febre aftosa, a declaração é um documento que auxilia no pagamento da indenização”, observa.
A fiscal ressalta que a declaração do rebanho é uma obrigação do produtor rural, passível de multa se não for feita. “O valor da multa por não declarar é de 60 UPFs, R$1.269,49”, afirma. Mais informações entrar em contato com a Inspetoria Veterinária mais próxima ou pelo fone (54) 3519 7470.