Mesmo antes da chegada do inverno, o frio do outono brasileiro está acima da média para culturas de clima temperado. O mês de junho, também tem registrado chuvas acima do esperado, na região do Alto Uruguai. Conforme Adriano Szynkaruk, chefe de Escritório da Emater/Ascar, com relação a semana que passou, o alto volume de chuvas causou erosão em propriedades de Erechim. “Registramos temperaturas baixas com grande amplitude térmica e uma geada na semana. Essa geada é prejudicial na área da olericultura, para as culturas que foram plantadas fora das estufas. As que estão dentro, estão mais protegidas. Foram 120 milímetros de precipitação, com problemas de chuva excessiva em pouco tempo, causando erosão, como verificamos em algumas propriedades do interior”, explica Adriano.
Olericultura
Joelsi Deresz, produtor de Erechim, aposta na olericultura. O ramo consiste no cultivo de hortaliças, folhas, frutos, raízes, tubérculos, rizomas, caules e flores comestíveis. “Iniciei na área no fim de 2018. Trabalho com verduras como alfaces, tomate, repolho, couve-flor e folha e brócolis”, expõem.
Cuidados evitam empecilhos
O agricultor conta que a área para tal cultura, é de um hectare, e o restante da propriedade trabalha em parceria com o pai. Com relação ao inverno afetar seu plantio, ele explica que atualmente, com as variedades adaptadas e manutenções diárias, não enfrenta mais empecilhos. “Trabalho com estufas, para a produção de alfaces. Produzimos o ano inteiro, e hoje a única dificuldade enfrentava é o frio em função das condições de trabalho do campo”, pontua. Ele ainda acrescenta, que é preciso dedicar o cuidado necessário e boas práticas no manejo de insetos nas hortaliças. “Precisamos analisar diariamente a elaboração e manutenção da horta. As boas práticas podem auxiliar e diminuir as pragas”, enfatiza Joelsi.
Reajustes nos valores
Com os preços dos produtos elevados durante a pandemia da covid-19, ele afirma que a questão afetou também a área agrícola, dificultando o produtor rural de manter a mesma média de preços do ano anterior. “Subiu o custo de adubação e das mudas, praticamente 50% mais caro. Quando o mercado sofre reajuste, nós também precisamos nos adaptar”, finaliza.