A família Dariva é tradicional da fruticultura há duas gerações. Manter a sucessão familiar e permanecer no campo, não é nada fácil. Os jovens se deparam com todos os desafios impostos pela área, e acabam migrando para os grandes centros. Porém, alguns decidem encarar de cabeça erguida, fazendo investimentos e apostando em inovações para seguir firme na atividade agrícola.
Cristiano Dariva, seguiu com a cultura do pai, que investe no ramo há mais de 40 anos. “Cultivamos pêssego, uva, maçã, melão, cáqui, ameixa, melancia e citrus. São mais de 25 hectares de frutas”, conta.
Nesta época do ano, a dificuldade maior por parte dos profissionais do campo é lidar com o frio. Porém, conforme o produtor, se estiver dentro do período considerado normal para a estação, não traz prejuízos. “O frio atrapalha se vier na hora errada, em setembro por exemplo. Nos meses anteriores, não afeta em nossa cultura”, ressalta.
Na fazenda Dariva, o tratamento é feito de forma manual e com trator, sendo que a colheita é toda manual. Cristiano juntamente com a esposa Aline, trabalha diariamente com a motivação de manter os investimentos para as futuras gerações. “Estamos sofrendo muito com essa elevação de custos, mas temos fé em uma possível melhora em nosso país, para que as próximas geração deem continuidade ao ramo”, reflete.
Os cuidados exigidos para se manter uma área grande, não são fáceis. Demanda limpeza, poda, adubação, para que tudo saia dentro do esperado e os produtores obtenham lucros comercializando alimentos de boa qualidade. “Após a colheita vendemos as frutas na Feira do Produtor e alguns mercados de Erechim”, conta.
Segundo Cristiano, cada fruta tem seu período de colheita:
Citrus: inverno
Caqui: março e abril
Pêssego: novembro a janeiro
Uva: dezembro a fevereiro
Maçã e melancia: dezembro a janeiro
Melão: novembro a janeiro