Mesmo a Constituição Federal garantindo 25% para a educação dos impostos arrecadados, as empresas que trabalham com obras públicas do FNDE (Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação), estão passando por sérios problemas financeiros por falta de pagamento, o que está fazendo com que muitas destas empresas paralisem as obras e desistam de prestar esse tipo de serviço.
R$ 800 mil em atraso
Em Erechim, chegou a ter quase uma dezena de empresas que prestavam serviços para o FNDE (na maioria construção de escolas para a educação básica). Hoje são duas ou três. Conversando com um destes proprietários, me repassou que tem pagamentos do ano passado para receber de várias obras pelo Estado. São mais de R$ 800 mil em atraso: “são obras entregues, notas emitidas e os pagamentos não são feitos. Cada mês é uma desculpa diferente, isso sem contar o reequilíbrio dos contratos em função do aumento do material”, desabafa.
“Só enrolam e não pagam quase ninguém”
Enquanto me repassa as informações, fez uma ligação em viva voz para o proprietário de uma empresa de Nova Bassano, que relatou os mesmos problemas: “Um dos maiores problemas hoje no governo federal é o FNDE. Está uma bagunça. Só enrolam e não pagam quase ninguém, pelo menos no nosso Estado é assim. Só da minha empresa são quase R$ 3 milhões em atraso. Tem obra que não recebo há 20 meses”.
Milhares de obras paralisadas
Revela que hoje no Brasil são mais de 8 mil obras paralisadas, e a grande maioria é por falta de pagamento e as empresas estão fechando as portas e deixando de prestar o serviço, migrando para outra área de atuação