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Rural

Olericultura: por ora, sem reflexo nos preços

Prejuízos causados pela geada e chuva de pedra não devem ter tantos efeitos no mercado local de alimentos

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Em alguns municípios pedras estragaram até a cobertura de lonas
Geada afetou produção fora da estufa
Por Ígor Dalla Rosa Müller
Foto Divulgação

A região Alto Uruguai deve ter temperaturas mais amenas, nos próximos dias, depois de passar por muito frio, geadas e até chuva de pedras. Um dos segmentos afetados na região, do setor agrícola, foi a olericultura. As baixas temperaturas congelaram a produção que estava fora da estufa, e, em alguns casos, localizados, a chuva de pedra prejudicou lavouras cobertas, mas isso ficou concentrado nos municípios de Getúlio Vargas, Erebango e Estação.    

Erechim

Conforme o engenheiro agrônomo, chefe do escritório da Emater de Erechim, Adriano Szynkaruk, a semana que passou foi de temperaturas mais baixas do que a semana anterior. “Com máxima de 26,8 graus e mínima de menos três, com três geadas na semana”, comenta.

Ele acrescenta que, neste cenário, houve algumas perdas na olericultura cultivada fora das estufas, e na fruticultura, principalmente, em pêssegos precoces. A região teve 33 milímetros de chuvas na sede, em Erechim, e nas comunidades.

O engenheiro agrônomo observa que os produtores estão atentos ao clima e não estão plantando muito fora das estufas. “O que tinha fora das estufas estragou, mas não foi muito nada significativo”, disse.

E, acrescenta, “pode alterar o preço em função de produtos que vêm de outras regiões, como o tomate, pimentão, alimentos que vêm de outros estados para Erechim. Mas até o momento não se vê alteração muito grande, localmente. Teve geada no milho do Paraná, e o preço já reagiu; e o café, em Minas Gerais, que também sofreu com a geada deve alterar os preços mais pra frente”.

Adriano ressalta que houve perdas, mas de modo geral não para mexer nos preços dos alimentos, no momento.

Alto Uruguai

O gerente regional da Emater/RS-Ascar, Gilberto Tonello, acredita que as perdas na produção olerícola da região Alto Uruguai não devem afetar o abastecimento. “Isso porque não tivemos uma grande procura por indenizações e seguro agrícola”, disse. Tonello comenta que em torno de 50% da produção olerícola da região é realizada em estufas.

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