O aumento nas tarifas de energia elétrica impulsionou o consumidor brasileiro a buscar alternativas para reduzir a conta de luz, e uma delas foi investir em energia solar. Essa tecnologia aos poucos vai sendo instalada Brasil afora e começou a tomar projeção no país a partir de 2017. Por isso, tudo ainda é muito novo para o consumidor, que tem dúvidas sobre a geração distribuída. Como, por exemplo, se ao implantar o sistema solar é necessário ainda pagar a conta de luz?
Economia de 80% a 95%
Segundo os empresários, João Victor Fuchs e Tammer Teixeira, da Delfos Energia Solar, que trabalha com projetos e instalação de energia solar fotovoltaica há sete anos, os clientes conseguem reduzir de 80% a 95% a conta da luz. “Esse cálculo é variável, toda a instalação é bem personalizada, com vistoria técnica, levantamentos de dados do imóvel e utilização de softwares específicos de dimensionamento. Porém, hoje é viável buscar a energia solar e será também no futuro”, explica.
Classificação
Ele explica que na conta tem um valor fixo que vai ser pago com relação a sua classificação, se ela for monofásica, bifásica e trifásica. “Na monofásica se paga 30 quilowatt-hora (kWh), na bifásica 50 kWh, e na trifásica 100 kWh. Hoje, o kWh está custando R$ 0,99”, comentam.
Eles explicam que tem os custos com relação à iluminação pública, que variam de acordo com a faixa de consumo de eletricidade do contribuinte. E, também mais 30% de ICMS sobre o consumo TUSD. “Então, 30% disso dá R$ 0,15. O consumidor, à noite, paga R$ 0,99 pelo kW e se ele tiver energia solar vai pagar R$ 0,15 multiplicados pelos quilowatts que ele utilizar. Ainda assim é muito viável”, afirmam eles.
Emprego e renda
Segundo João e Tammer, o futuro da energia solar no Brasil é promissor, eles comentam que a Associação Brasileira de Energia Solar Fotovoltaica (Absolar) está trabalhando muito para que esse mercado se estruture e fortaleça. “E isso vai gerar muita receita para o Brasil, empregos, renda, muito crescimento econômico”, afirmam. E, acrescentam, “a legislação brasileira, no momento, é favorável para implantação de placas de energia solar”.
Investimento
Conforme eles, os investimentos variam conforme a necessidade e o projeto que será implantado. Por exemplo, numa residência que vai ter geração média de energia solar de 425 quilowatts por mês será necessário implantar 12 módulos – “a potência da placa influencia” -, isso gira num investimento aproximado de R$ 16 mil com retorno estimado em quatro anos, sendo que a vida útil é de 25 anos. João e Tammer observa que depois de 25 anos de uso as placas de energia fotovoltaicas terão 80% de sua capacidade para produzir energia solar. “Vai perder só 20% de eficiência em 25 anos”, observam.
“Em 25 anos, o investidor da energia solar vai pagar 10% da conta de luz, neste período se iria gastar em torno R$ 160 mil e, normalmente, vai pagar 10% dessa conta. Isso varia conforme as perdas, mas na maioria fica assim”, afirmam.
Eles acrescentam que as parcelas do financiamento variam muito pouco para quem quer investir. “Hoje, é um bom negócio investir em energia solar”, dizem.
Consumidor
O enfermeiro, Marcos Aurélio Moretto, investiu em energia solar em função do custo-benefício. “Eu tinha uma despesa mensal de luz na residência de R$ 600 a R$ 700 e, hoje, pela bandeira deveria ser ainda maior. A minha conta de luz hoje é bem mais baixa, varia de R$ 130 a R$ 160 por mês, mantendo a mesma rotina de consumo, com os equipamentos ligados como antes”, explica.
Segundo Moretto, a energia solar se paga rapidamente. No seu caso ele fez um investimento de R$ 23 mil financiado, e com carência de um ano para pagar. “E, neste um ano, toda a economia efetiva feita pela redução da taxa mensal de luz fez com que eu tivesse recursos para pagar com muita tranquilidade todas as prestações que virão”, afirma.
Além de tudo se produz uma energia limpa, renovável que inclusive vai para a rede. “Faz mais de um ano que a energia solar foi instalada aqui em casa. Olhando no aplicativo pelo celular dá pra ver que só neste ano eu tive uma economia de quase R$ 5 mil com a luz, de janeiro até setembro, considerando o meu consumo médio”, afirma.