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Cultura

Artistas ressaltam alívio com retorno de eventos

Classe ficou impedida de realizar seu trabalho por um longo período, visando a segurança de toda a população em favor da não disseminação do coronavírus

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Mesmo com todas essas restrições, a autorização do retorno dos bailes, criou boas expectativas para
Por Ragnara Zago
Foto Divulgação

O último decreto, alterado dia 1º de outubro pelo Governo do Estado, trouxe alívio para muitas classes, principalmente a musical. Durante todo o período da pandemia da covid-19, restrições foram impostas por meio de protocolos, para garantir a segurança e a disseminação do vírus.

            Atualmente, permanece como obrigatório para a realização de eventos e funcionamento das casas de festas, o uso adequado e permanente de máscara, distanciamento de 1 metro, apresentação do comprovante de vacinação, entre outras normas.

            Mesmo com todas essas restrições, a autorização do retorno dos bailes, criou boas expectativas para as bandas locais da região do Alto Uruguai, como Passarela e Chiquito e Bordoneio.

 

            Luciano Barbosa: “Estamos muito felizes com o retorno. O fato de dois anos sem podermos trabalhar, trouxe prejuízos a nossa vida pessoal e profissional. Ainda está acontecendo tudo a passos lentos, porém, todos estão cumprindo os protocolos de saúde, o que é preciso. Alegria imensa em poder levar nossa música de volta a todas as cidades e outros estados, isso não tem preço. Estamos vendo que o povo está respeitando as normas, a retomada está tranquila e espero que em breve consigamos normalizar tudo. Hoje vivemos um novo normal que já é realidade, com o objetivo de levar nossa música para todos”

 

            Francisco Alves Correa (Chiquito):  “Esse retorno dos bailes representa muito para a nossa classe, que foi atingida em cheio, não pode fazer shows e nem trabalhar. Passou-se todo esse tempo e o retorno está nos dando uma expectativa grande, mesmo com as restrições, que precisam ser preservadas. São exigências necessárias, porque tudo aconteceu de modo que ninguém esperava. Nossa classe praticamente não teve apoio, tivemos que lutar durante todo esse tempo. Agora, já começamos a viajar com toda a estrutura e grande esperança de que daqui para a frente vai normalizar. O musico precisa dessa forma de trabalho, subir ao palco, fazer o que sabe, tocando e alegrando as pessoas. A música é uma forma de transmitir aquilo que sente, está no coração, na alma. A satisfação do músico é poder tocar e cantar. Agora que temos essa oportunidade, gratifica muito, porque precisamos da atividade que é nossa forma de vida. Que Deus nos proteja e daqui para a frente, vamos permanecer honrando os bons amigos, apoiadores, presidentes de clubes, patrões de CTG e fãs, que irão aos bailes prestigiar o nosso trabalho”.

            Conforme a observância dos protocolos gerais obrigatórios, outra questão importante é a autorização do município sede do evento, quando o público variar de 401 à 800 pessoas e acima desse número, não está autorizada a realização. É primordial que o consumo de bebidas, segundo o decreto, seja feito com os frequentadores na mesa, e não em pé e também não está autorizada dança na pista.

 

 

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