A arte se expressa de muitas maneiras e uma de suas manifestações são as artes plásticas. Isto é, a capacidade de elaborar desenhos, gravuras, pintura, esculturas, tecelagem e demais técnicas.
Pintar uma tela, não é uma tarefa fácil, requer talento, habilidade, disciplina, conhecimento, técnica, e, principalmente: dom. A artista Raquel Busnello, de 45 anos, despertou o desejo pelo mundo das artes plásticas aos 17 anos de idade, depois de fazer um curso na Escola de Belas Artes. “Pouco tempo depois, acabei desistindo da ideia, pois minha família não tinha condições naquele momento para me sustentar até virar uma ‘artista de verdade’, podendo viver da arte”, lembra.
Mas foi com 19 anos que Raquel mudou o rumo da sua história, passando a morar na cidade de Porto Alegre, onde se formou em Administração de Empresas na UFRGS. Na mesma cidade, em 2004, frequentou a casa espírita Nossa Casa, onde fez um desenho de um coração, com giz de cera numa folha A4 usada, e se surpreendeu com o que viu.
Após fazer um curso sobre o espiritismo, descobriu a arte mediúnica e em cada aula produzia uma pintura, novamente em giz de cera em folha A4 usada, onde acredita que sua mão era guiada.
Em 2006, mudou-se para a França. Morava com o ex-marido e fez amizade com um colega australiano, das aulas de francês que tinha um ateliê de arte em casa. “Era um exercício lúdico agradável quando pintávamos. Antes de voltar para a Austrália, ele me presenteou com um kit de pintura à óleo”, conta.
No fim de 2006, Raquel conseguiu um emprego em finanças, sua área de atuação na época e se mudou para Paris. Nos três anos sequentes, fez a obra Julia, que atualmente está em New York, para sua sobrinha e afilhada.
O despertar pelas artes renasceu com essa obra, onde a profissional conseguia ver além dos desenhos que estavam na tela, criando novas formas a partir de um simples coração azul. Em 2007, a artista foi à uma loja de materiais artísticos, onde a partir de um contato aprendeu novas técnicas. “Encontrei uma senhora que me sugeriu Pastel seco, um material antigo, referido pela primeira vez por Leonardo Da Vinci como uma ferramente elegante para pintar a seco’’, conta.
Em 2012, Raquel conheceu a Casa do Artista em São Paulo, onde lançou a produção da sua primeira obra maior, um painel de 70cmX100cm, intitulado ‘O Indio’ que depois virou ‘O Rei’, de propriedade da artista.
“O Rei foi finalizado somente em 2015, pois na metade de 2013 comecei a viver em Paris também, compartilhando meu tempo até 2019 entre São Paulo e Paris, numa média de um mês em cada cidade”, expõe.
A partir de 2013, a artista pintava nos fins de semana, em Paris e São Paulo, ao mesmo tempo que abria sua empresa de recrutamento e coaching nos dois países. “Em 2015 em São Paulo, depois de finalizar O Rei, comecei a “VAG” e trabalhei até 2017, mudando o nome para “A Vida”, pontua.
Em 2019, muito cansada de viver entre os dois países, decidiu morar somente no Brasil. “Fiz um curso de pintura acrílica na Casa do Artista em SP, mas sentia que o ser que acredito pintar comigo, não estava gostando do curso. Nesse momento dialoguei com ele, revelando que também não estava gostando, mas que terminaríamos as aulas”, evidencia.
De volta à Paris em maio de 2019, pode trazer a obra RH Busnello’s Solutions, o Ventre e a Trilogia Brésil para são Paulo e foi nesse momento que começou a pensar em mostrar ao público seu trabalho. Em setembro de 2019 também começou a fazer pequenos formatos, que ela chama em Francês, les petits formats.
Depois da primeira exposição, em janeiro de 2020, na cidade de São Paulo, Raquel começou a receber encomendas, e na 11ª ExpoArte teve a 1ª encomenda de uma amiga que pediu para representar as filhas gêmeas, onde ela trabalhou de fevereiro à junho de 2020.
A artista acredita que sua pintura tem uma dimensão espiritual e traz uma mensagem quando feitas sob encomenda.