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Economia

Construção civil de Erechim manterá o fôlego em 2022?

Nos 11 primeiros meses de 2021, município já superou 1080 edificações autorizadas pela pasta de Obras – aumento de 78% em relação ao ano passado, com crescimento de 190% na metragem aprovada. Projeções, contudo, indicam cenário diferente para o próximo ano.

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Grandes empreendimentos imobiliários saíram do papel em 2021, em Erechim. Presidente do Sinduscon, c
Por Salus Loch
Foto Rodrigo Finardi

Depois de um 2020 repleto de incertezas causadas pela pandemia do novo coronavírus, freando ações de investidores e contribuindo para que o poder público andasse num ritmo menor do que o ideal, o setor da construção civil de Erechim chega ao fim de 2021 com fôlego renovado – e abre uma pergunta: o que esperar de 2022?

 

2021 de bons indicadores

Entre janeiro e novembro de 2021, a secretaria de Obras do município aprovou um total de 456.709,03 m2, distribuídos em 1.081 edificações, índices, respectivamente, 190% e 78% superiores ao ano passado. Em relação à metragem são quase 300 mil m2 a mais do que no mesmo período de 2020; no quantitativo, o montante chega a 473 obras adicionais, conforme levantamento do Sindicato da Indústria da Construção e do Mobiliário de Erechim (Sinduscon).

 

Convergência de fatores

Na leitura do presidente do Sinduscon, Cesar Carlotto, o momento positivo se deve a dois elementos primordiais, que se completam: mais agilidade no setor de liberação de projetos da prefeitura; e a retomada da economia, estimulada pelo controle da covid-19, o que permitiu que investimentos ‘represados’ fossem retirados das gavetas – envolvendo desde pequenas reformas até obras mais robustas lideradas por incorporadoras e construtoras, além de ampliações promovidas nas plantas industrias das empresas.

 

2022 mais conservador

O céu de brigadeiro, contudo, não deve se manter em 2022, projeta Carlotto. “A tendência é de que haja uma certa normalidade no ano que vem. O que estava represado já andou”, resume o presidente, para quem “posições mais conservadoras tendem a ser percebidas”, conforme o humor da própria economia nacional. No próximo período, diz, o crescimento deve ser sustentado pelo que já está contratado e pelo incremento de investimento em infraestrutura.

Entendimento semelhante, trazendo nuvens cinzas no horizonte, tem a Câmara Brasileira da Indústria da Construção (Cbic). De acordo com a entidade, em 2022, o setor dependerá da recuperação do poder de compra das famílias de baixa renda. A Cbic afirma ainda que o mercado imobiliário deve registrar elevação nos preços nos próximos meses, após acumular alta de custos ainda não repassados para os valores dos imóveis. O INCC de materiais e equipamentos teve elevação de 42,25% durante o período da pandemia, revela a entidade.

 

Prefeito otimista

Já o prefeito de Erechim, Paulo Polis, identifica sinais que, segundo ele, devem colaborar para que o segmento se mantenha numa condição favorável e garante: “o poder público terá gás – e equipe – para sustentar o ritmo do setor de aprovações”, citando, além de ajustes internos, a entrada em funcionamento da Sala de Aceleração de Projetos do palácio, que teria dado celeridade aos trâmites. “Hoje, levamos 10 dias para o procedimento de liberação”, garante o prefeito.

Embora piloto experiente, Polis sustenta seu otimismo em outros fatores, com destaque para: “a capacidade e o ímpeto do empresariado local”; a colocação, por parte da prefeitura, de 340 terrenos a preços que variam entre R$ 35 mil e 48 mil destinados a famílias de baixa renda (muitos com financiamentos já aprovados na Caixa Econômica Federal); e a luta para que o município retome o licenciamento ambiental pleno. “Acreditamos que voltaremos a fazer o licenciamento pleno em Erechim no começo de 2022, o que contribuirá, entre outros, para agilizar os processos de liberação das obras das empresas que forem se instalar no distrito industrial Davide Zorzi”, pontua.

Saiba mais

# A prefeitura de Erechim, através da secretaria de Obras Públicas, tem liberado em média 100 projetos de edificações por mês, entre eles remembramentos, parcelamentos de solo, loteamentos e planilhas de individualização.

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