A Associação dos Municípios do Alto Uruguai (Amau) realizou a assembleia de prestação de contas, de fechamento do ano, em Marcelino Ramos, na noite de quarta-feira (15), no Hotel Villa das Termas, e contou com a presença de 25 prefeitos e primeiras-damas.
O prefeito anfitrião, de Marcelino Ramos, Vannei Mafissoni, disse que foi um prazer receber os prefeitos e as primeiras-damas, que acompanhadas da primeira-dama, Silvana, realizaram passeio turístico para conhecer o Parque Teixeira Soares, em seguida no Santuário da Nossa Senhora da Salete. “Marcelino Ramos tem como seu grande produto o turismo”, disse.
O prefeito de Erechim, Paulo Polis, e presidente da Amau, comentou a importância de descentralizar as reuniões da entidade, mas que mesmo assim foram tratados pelo menos cinco assuntos estratégicos para os municípios. “Eu quero entrar noutro viés, neste ano a pandemia, se por um lado, afastou as pessoas, para nós na Amau, os temas que conseguimos lutar juntos, nos aproximou e isso foi muito importante”, disse.
Polis comenta que a região da Amau foi a que mais vacinou no Estado. “Por exemplo, foi a menor em proporção de números de internados e óbitos, em todo o Estado, resultado de um trabalho conjunto”, afirma.
O presidente da Amau enfatiza que cada município tem a sua peculiaridade, mas também existem assuntos comuns, como funcionalismo, aposentadoria, regionalização do saneamento básico. “Temas muito abrangentes e complexos que não têm soluções simples. E, sozinhos, individualmente, não vamos conseguir fazer, mas somente quando estivermos juntos, fortes e firmes”, disse.
Ele ressalta que o “time” de prefeitos trabalhou muito neste ano de 2021. “E o objetivo da Amau é tentar solucionar problemas em cada município, e mais do que isso, e quando os problemas acontecem como a covid, sabemos que existe o sentimento de união, sentido de grupo. E, neste ano, nos fortalecemos ainda mais”, comenta.
Saneamento básico
Segundo Polis, a Amau já tem um indicativo forte de que se quer fazer a regionalização do saneamento em 30 municípios. “Em 30, 20 ou 25 municípios trabalhando num só bloco é extremamente atrativo para quem vier investir, em abastecimento de água e tratamento de esgoto. Tem que trabalhar água e tratamento esgoto, que é o tema central, que até 2033 tem que ser feito. Então, avançamos muito”, observa.
Ano que vem a ideia é trazer empresas de fora para ver se a região é viável ou não. “Eu acho que somos, mas é importante ouvir de quem vai investir no saneamento se tem viabilidade um consórcio regional, que é para onde estamos caminhando”, afirma.
Reajuste funcionalismo
Na pandemia, explica Polis, a lei disse que não se poderia aumentar salários neste período. “Só que a inflação aconteceu, de 2020 e 2021 foi de quase 11%. Então, acordamos que no mínimo será feita a reposição da inflação deste período para o servidor, que são parte fundamental para o serviço público, e foi isso que a Amau em assembleia pactuou. A defasagem nos últimos três anos foi no mínimo de 20%, o custo da carne, do feijão, arroz, aluguel, tudo aumentou ”, comenta.