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Esportes

Pedro Vanelli: das quadras para a areia

Aos 20 anos, o jovem Pedro Henrique Vanelli atingiu o topo do pódio no estado, vencendo o Circuito Gaúcho de Vôlei de Praia 2021

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Atleta Pedro Henrique Vanelli
Por Redação
Foto Roberto Rodrigues

Sob forte sol e altas temperaras, foi onde o erechinense descobriu sua paixão dentro da modalidade. Ao lado de Ronaldo Silveira, de Porto Alegre, faturou a etapa final no Grand Slam realizado no Clube Juvenil, em Passo Fundo. A competição organizada pela FGV – Federação Gaúcha de Voleibol, contou com 24 duplas na categoria masculina.

Sua trajetória atuando na areia iniciou neste ano. Para ele, “foi uma conquista muito grande, no meu primeiro ano no vôlei de praia e em um circuito forte, como é o gaúcho. Sendo novo, chegar a uma etapa como essa e sair campeão estadual geral, é muito gratificante”, comemorou Vanelli.

Mesmo tendo que trocar de dupla durante o percurso, Pedro insistiu nas competições, venceu a 7ª etapa do Circuito Gaúcho, em Rio Grande, e ficou em terceiro lugar na 5ª etapa de Venâncio Aires.

 

Dificuldade foi grande

Segundo ele, “com certeza a dificuldade foi grande, tive que conciliar o trabalho, não tinha tanto tempo. Às vezes, abdicava do almoço para poder treinar. Iniciei jogando com meu parceiro Rondon, com ideia de participar, darmos o nosso melhor e ver o que acontecia. Com o passar do tempo, pegamos gosto, mas infelizmente ele teve que parar por questões pessoais. Comecei a competir com o Ronaldo, que é de Porto Alegre, e ficamos em quarto lugar em Santa Rosa. Ali vimos que podíamos ir mais longe e começamos a acreditar. O técnico Matheus Vier foi um ‘paizão’, nos incentivou muito. Chegou o momento em que fomos campeões em Rio Grande, na sétima etapa e depois na etapa final no circuito gaúcho”.

 

Da quadra para a areia

Jogando há mais de seis anos, Pedro competiu de forma tradicional, nas quadras, durante a maior parte do tempo, passando por vários lugares. No entanto, foi neste ano que se encantou com o vôlei de praia. “Comecei jogando em 2015 na quadra, aqui em Erechim. Em 2019 fui para Chapecó. No ano seguinte, joguei em São Paulo e depois retornei. Em fevereiro de 2021, o Matheus, que hoje é meu técnico, me ligou e convidou para passar uma semana em Porto Alegre e conhecer o que era o verdadeiro vôlei de praia. Não nos conhecíamos ainda, mas fui, porque devia ser algo importante. Fui para lá, pude treinar de manhã, à tarde e em alguns momentos até à noite, e percebi que era o que eu realmente queria. Desde então, fui pegando uma paixão e não consigo mais viver sem hoje em dia”.

 

Sonho em atuar profissionalmente

“Este foi o melhor ano da minha vida no vôlei de praia, jamais vou esquecer. Tive algumas marcas em torneios inferiores, que serviram de preparação para o circuito. Com certeza vai ficar marcado, com tão pouco tempo, pensando apenas em crescer e evoluir, chegar na final foi inesquecível. Ano que vem queremos entrar em torneios nacionais, competindo em um nível mais alto ainda. Pensamos em seguir profissionalmente. No país, o esporte não é fácil, pela falta de apoiadores. Devagar vamos conseguindo alcançar nossos objetivos”, enfatizou.

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