As incertezas que cercam a economia mundial e a escassez de determinados insumos têm afetado inúmeros setores. Com o agronegócio, influenciado também pelo clima, não é diferente. Este novo momento demanda que o produtor, cada vez mais, esteja atento à gestão da propriedade.
Recente estudo realizado pela Consultoria da Agros indica que todo o acúmulo de resultado produzido pelo agricultor gaúcho nos últimos 10 anos pode ser consumido para financiar o caixa da próxima safra. Isso porque, apontam os especialistas da empresa, estamos vivendo uma das mais severas estiagens da história, com impacto de mais de 50% na receita estimada para a cultura de soja – o que significa redução superior a R$ 5.000,00/hectare na renda da fazenda. Aliado a isso, constata-se um incremento de custo na casa de R$ 2.000,00/hectare para a safra 22/23, gerando um impacto de R$ 7.000,00/hectare no caixa (redução de renda + incremento de custo).
Atenção a elementos chave
Sob este ponto de vista, conforme o consultor da Agros, Lucas Broch, é necessário atenção a alguns elementos chave. São eles:
- Crédito: bancabilidade (limite de crédito controlado) – CRA, FIAGRO, FIDC, Financiamento Verde);
- Consistência das informações para a tomada de decisão (saber dar uso à informação);
- Gestão de Risco: análise da viabilidade do investimento, a partir da simulação de cenários e taxas de stress de caixa;
- Produtividade;
- Olho no “exame de sangue’: Liquidez e alavancagem.