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Rural

Chuva, temperaturas baixas e novas expectativas no campo

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Avelino Pieniak, vivencia um momento de retomada no cultivo de hortaliças
Por Izabel Seehaber
Foto Divulgação

A região contabiliza diversos prejuízos em razão da estiagem. Isso se reflete nos diferentes setores agrícolas que sofreram impactos nas culturas e, ainda, verificaram a falta de água para o próximo consumo humano e de animais.

Contudo, nos últimos dias, a chuva voltou ao Alto Uruguai e as precipitações ocorrem de forma homogênea. Isso tudo renova, aos poucos, as esperanças das famílias do campo, que, à medida que calculam os danos de um passado recente, planejam os próximos passos, afinal, o trabalho é permanente. “Agora o produtor começa ficar mais otimista. O que foi plantado mais tarde está em melhores condições de desenvolvimento, assim como as pastagens que já apresentam sinais de recuperação. Com as temperaturas mais baixas, o que também diminui é o ataque de pragas e o surgimento de doenças. Desse modo, o clima atual pode se tornar um aliado”, destaca o engenheiro agrônomo do escritório municipal da Emater de Erechim, Adriano Szynkaruk, ao citar que no verão, os baixos índices pluviométricos e o calor excessivo levou a perdas, ainda, na fruticultura, atingindo principalmente a produção de citrus e muitos parreirais, sendo que a maioria das propriedades não possui um sistema de irrigação. Na olericultura, houve casos de prejuízos superiores a 70%.

‘Momento de retomada’

O erechinense Avelino Pieniak, vivencia um momento de retomada no cultivo de hortaliças. Contudo, ele recorda que, num passado recente, com o excesso de calor e a estiagem, chegou a registrar um prejuízo bruto estimado em R$ 100 mil na produção de hortaliças. “O problema é que, com um verão marcado por temperaturas muito elevadas e pouca chuva, ocorreu um surto de pragas, pois elas tinham um ambiente favorável para se desenvolver”, relata.

Na busca por reverter esse quadro e vislumbrando melhores condições de produção, Avelino resolveu abandonar a área em que trabalhou por cinco anos e investir em outra, localizada no quilômetro 10, Povoado Argenta. O espaço dedicado ao cultivo de variedades como: alface, repolho, rabanete, couve, tomate, temperos, entre outras, é de três hectares. “Aqui conseguimos obter melhores resultados, inclusive com mais facilidade para a irrigação das plantas”, afirma o produtor que está no processo de continuidade de organização das estufas e estima que a chuva bem distribuída perdure.

Na propriedade, além da importância da água, os adubos são orgânicos, o que agrega qualidade ao produto e beneficia diretamente o solo.

Avelino entrega seus produtos à Rede Master de Supermercados e cozinhas industriais, a exemplo da Aurora, Cavaletti e Universidade Federal da Fronteira Sul (UFFS).

Mais de 3 milhões de litros de água para a região

Para auxiliar no abastecimento das famílias, uma parceria entre a Defesa Civil de Erechim e as secretarias de Obras e de Agricultura, possibilita o transporte de água à algumas comunidades, como: Linha América 1, Linha América 2, Escola Branca, e mais três propriedades na área rural.

O coordenador da Defesa Civil, Ronaldo Manica, relata que, mesmo com as boas chuvas que vêm ocorrendo, ainda é necessário transportar água em alguns locais. Atualmente, são levados 50 mil litros diariamente, destinados ao consumo das famílias e dos animais, sendo que, no auge da seca, o município chegou a fornecer cerca de 150 mil litros de água por dia. “Ainda prosseguimos com as entregas, sendo que diminuíram as demandas em razão da chuva que voltou a ser registrada e os níveis de água já começaram a voltar ao normal. Mantemos as equipes e já distribuímos mais de 3,7 milhões de litros de água em toda região, desde o início da estiagem”, informa.

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