O Brasil está na dianteira da criação de uma nova economia verde de conservação de florestas. O país tem cerca de 528 milhões de hectares de área com vegetação nativa, o que corresponde a 62% do território total, representando um enorme potencial para o mercado voluntário de créditos de carbono baseado em redução do desmatamento e degradação da vegetação nativa. As florestas tropicais desempenham importante papel no ciclo global do carbono, armazenando cerca de 55% dos estoques mundiais - e o Brasil é o maior detentor deste tipo de floresta no mundo. Fiel à sua relevância e protagonismo internacional na conservação das florestas, o Brasil reforça sua posição de vanguarda ao dar este passo na direção de reconhecer, valorizar e incentivar o mercado voluntário de serviços ambientais baseado em carbono. Com o Floresta+ Carbono, o Governo Federal “promove um ambiente de negócios favorável e efetivo de pagamento por serviços ambientais reafirmando seu compromisso com o desenvolvimento sustentável e a conservação de sua vegetação nativa”.
Para que o Brasil potencialize a conservação de recursos florestais em suas diversas configurações territoriais, ainda se faz necessária uma atuação integrada entre os que promovem o empreendedorismo e os que desenvolvem o ambiente de negócios ligado ao pagamento por serviços ambientais. A estratégia liderada pelo Ministério do Meio Ambiente com o Programa Floresta+ Empreendedor encara esse desafio numa perspectiva ampla, realizando iniciativas com o objetivo de criar empresas e negócios, além de estimular e preparar empreendedores para esse novo mercado. É fundamental consolidar a criação de uma nova economia verde de conservação de florestas baseada em pagamento por serviços ambientais para garantir a geração de empregos e alternativa de renda para proprietários rurais, grupos familiares, comunidades tradicionais e povos indígenas que atuam no território protegendo as florestas nativas do Brasil.
Também, as árvores representam desenvolvimento, por isso devem ser cultivadas afim de atender as necessidades básicas do ser humano – abrigo e calor, produzindo materiais de consumo, tais como madeiras, carvão vegetal, papel, papelão, resinas, absorventes, formulários, entre outros, gerando renda e emprego.
Além de que, as árvores são as fiadoras da vida, por isso devem ser plantadas, homenageadas e reverenciadas para manter a vida sobre o planeta.
A Silvicultura, que é o ramo da ciência que se dedica ao manejo sustentável das florestas, permite o desenvolvimento econômico e social dos povos. Não há necessidade de destruí-las, para se obter renda, basta manejá-las. Há profissionais preparados e aptos a exercer esta função, que são os Engenheiros Florestais formados nas mais de 70 escolas de ensino superior deste país.
O novo código florestal brasileiro permitiu grandes discussões nacionais, e mostrou a população brasileira que as florestas nativas preservadas nas propriedades rurais prestam relevantes serviços ambientais a população, especialmente a urbana. Foi nestes debates que o produtor rural brasileiro mostrou a sociedade brasileira, que a vida nas cidades depende fundamentalmente do campo, seja pela produção de alimentos, seja pela preservação, conservação, e manejo adequado dos nossos recursos naturais. E que a sustentabilidade vem de suas mãos. E para que se conserve e preserve o ambiente localizado no meio rural, alguém tem que compensar a prestação destes serviços ambientais. Desta forma, cria-se um “novo produto” para comercialização pelo produtor rural, que não são os grãos, frutas, verduras, leite, carne ou madeira, mas pelo que as “florestas nativas, e até plantadas” proporcionam ao ser humano. Trata-se de um novo mercado, mas que começa a funcionar, gerando renda e trabalho para quem conservou ou preservou suas florestas.