Em assembleia na tarde de segunda-feira (18), realizada no formato on-line, membros de sindicatos e associações ligados à Federação dos Trabalhadores na Agricultura Familiar no Rio Grande do Sul (Fetraf-RS) decidiram pela realização de novas manifestações para cobrar dos governos federal e estadual, ações em relação a pauta da estiagem.
Os agricultores aguardam a efetivação do auxílio emergencial no valor de um salário mínimo por família e do crédito emergencial no valor de 10 mil reais, os quais foram anunciados pelo governo do Estado. Em relação à esfera superior, a Fetraf considera que foi efetivada apenas a MP 1.111/2022, a qual atende uma parcela muito pequena de agricultores, com o desconto de 35,2% em parte dos financiamentos. Os dirigentes sindicais acreditam que seria possível estender estes descontos a todos os agricultores além de liberar um crédito para capital de juro, liberação de milho subsidiado, além de um auxilio emergencial. “As medidas do governo do Estado foram anunciadas ainda em fevereiro, mas desde lá, estão jogando a culpa de um lado para o outro sem avançar, e o governo federal tem ignorado a pauta dos agricultores, construindo saídas superficiais e que de fato não resolvem a difícil situação provocada pela estiagem”, afirmam os representantes da Federação.
Preocupados com a situação e buscando alternativas para prosseguir com a produção de alimentos, a Fetraf-RS organiza duas ações para os próximos dias. A primeira deve ocorrer na semana que vem, entre os dias 25 e 29, onde um conjunto de dirigentes devem ir à Brasília para cobrar a efetivação de medidas por parte do governo federal. A segunda é uma grande manifestação no início do mês de maio, em Porto Alegre, para cobrar ações do governo estadual.