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Opinião

A Arca de Noé

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GAby Mársico
Por Gaby Garbin Mársico
Foto Divulgação

Esta é uma linda história contada a todas as crianças e adultos desde os primórdios dos tempos bíblicos. Nos tempos atuais há também um tipo de barco no qual várias espécies da nossa fauna são representadas como passageiros. Vou citar algumas.

Comecemos com os mamíferos, como a palavra já diz, são os que mamam. Dentre eles há o leão, chamado rei das selvas, ou melhor, rei das savanas. É poderoso. Marca seus domínios urinando numa grande área onde reina absoluto como o dono de seu rebanho. É caçador feroz quando tem fome ou quando é atacado.

Temos também as vacas que servem para procriar e dar o precioso leite. Há os bois, estes mansos e que servem para alimentar os humanos. Deles são aproveitados a carne, o couro, os ossos e mais outras coisas.

Na mesma espécie temos as raposas, espertas com seus belos pelos. Estão normalmente de tocaia para abocanhar seu alimento. São mais difíceis de serem pegas (caçadas), pois tem uma lei que as preserva.

Outra espécie que habita por aqui e tem a expectativa de embarcar nessa arca são as aves. A mais vistosa e vaidosa é o pavão. A beleza de sua plumagem é digna de ser admirada e ele não se inibe em exibi-la. Mas se olharmos mais abaixo veremos os mais feios pés.

Seguindo a espécie temos os papagaios e as araras que têm seus pequenos corpos cobertos com lindas penas coloridas que nos encantam. Gostam de viver empoleirados nos galhos das árvores, nos ombros de seus donos, nos poleiros de suas gaiolas gritando e chamando atenção. Também tem os pés feios, mas fortes com que agarram seus suportes e seu alimento.

Outra espécie são os de sangue frio – jacarés com suas grandes bocas cheias de dentes afiados, mergulhados nos rios sempre esperando a oportunidade de abocanhar suas vítimas ou tranquilamente estirados ao sol.

E as cobras. Estas são de vários tamanhos, cores, venenosas ou não. São asquerosas e poderosas, pois deslizam silenciosas entre as folhagens ou pedras sempre esperando dar o bote. (A propósito, há a historinha que já contei em outra ocasião, quando uma cobra foi atropelada por um homem).

Não vou citar algumas espécies do “baixo clero” da fauna, que são os que vivem na obscuridade, alimentando-se de tudo que produzimos desde lavouras até dos farelos que deixamos cair.

Há, porém, as lindas borboletas, mas que infelizmente vivem poucos dias e atualmente estão desaparecendo de nossos jardins.

Em compensação há outra espécie que são os louva-deus que tem se multiplicado em grande número.

Convido as leitoras e os leitores a imaginar como estas espécimes da fauna brasileira são semelhantes a tantos humanos que habitam nosso território político. (Não só no território político, mas na sociedade civil que nos rodeia). Principalmente nesta época eleitoral em que a arca já está sendo preparada para receber novos passageiros pelos próximos 4 anos.

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