Estamos vivendo num tempo inusitado, estranho, digamos de difícil compreensão e aceitação.
A vida inteira aprendemos para o “ato de socializar’, para aceitar o outro como irmão, para pegar na mão, ampara-lo, encaminha-lo.
E agora como interagir? A escuta, a troca de olhares, o diálogo, a reflexão em conjunto, as conversas, as risadas, os lamentos, as histórias de vida...
Talvez seja impossível acreditar que tudo isso possa acontecer hoje, em sua plenitude (pelas redes sociais).
E o ombro para os desabafos abertos sinceros, e o olhar amoroso daquele amigo (amiga) porto seguro, que até no silêncio nos acolhe, nos compreende e nos abraça com o calor do coração...
Tudo parece que vai se distanciando, até o aperto de mão não tem mais calor, afeto a presença do apoio ficou restrito ao virtual, um novo conceito de normalidade nasce?
. Isso tudo vai nos envolvendo, nos contagiando e nos levando para os caminhos da vulnerabilidade.
Sem apoio, o calor da convivência vai sendo destroçado, e pouco a pouco se torna normal? Ou não?
A indiferença, as angústias, os questionamentos se solidificam, e por força das circunstâncias, nos tornamos frios solitários.
Na verdade, a pior situação é àquela em que ficamos cegos, calados, engessados...é a viseira da ignorância.
Quem sabe precisemos aprender, a ver com os olhos da alma e ler as entrelinhas do significante e do significado.
Que Deus nos ilumine a cada novo amanhecer...