Mais uma pessoa querida que a morte leva.
Desta vez a morte foi misericordiosa em acabar com um sofrimento, a que nós humanos, estamos sujeitos. Dizem as más línguas que o sofrimento purifica a alma. Baboseira, no meu modo de ver. O sofrimento provocado por um mal, por uma doença, não purifica nada, pelo contrário, tira nossa dignidade, nos reduz a um reles mortal.
Minha amiga, Lionira Giacomuzzi Komosinski teve a morte como libertação de um sofrimento que não merecia. Foi uma pessoa digna, amorosa com sua família e amigos, professora dedicada e altamente capaz no desempenho de sua profissão.
Nos meus dois livros Lionira fez, nas Apresentações, comentários que foram verdadeiros feelings, que desnudou-me como em frente a um espelho, mostrando o que eu mesma desconhecia sobre o meu trabalho. Assim era Lionira.
Há uma pergunta feita por um filósofo – “Será que somos apenas um pacote que a parteira entrega à morte?” E Lionira é a prova de que somos mais, somos uma trajetória repleta de realizações que ficarão para a história – nossa e de quem a conheceu, pois ela será lembrada não somente na área da educação, onde atuou brilhantemente, mas nas amizades que conquistou. Adeus, amiga!