Tenho refletido muito sobre a importância do “meio tempo”. Há alguns dias vi uma postagem no Instagramque questionava: “é oito ou oitenta? Vai ou racha? Tudo ou nada?” Essa é uma provocação que define os extremos e por muitos anos fui completamente extremista, comigo, com as pessoas e as situações.
Baseado nas últimas experiências de vida que adquiri enquanto enfrentava alguns problemas pessoais, percebi que nem sempre é preciso ser assim. Não é uma questão de ficar em cima do muro, o meio-termo não representa necessariamente a indecisão. Pode ser um pé no freio, um respiro, tempo para analisar se realmente a situação vale nosso desgaste, se é o que queremos de verdade.
Se pararmos para pensar, o meio-termo pode significar tranquilidade e qualidade de vida. Quem vive “congelado ou pegando fogo”, pode acabar atraindo transtornos como a ansiedade. Quem enfrenta o mundo e tenta “enfiar goela a baixo” a sua opinião, acumula horas acordadas com a cabeça no travesseiro e choros desnecessários em baixo do chuveiro, simplesmente pelo fato de uma hora o corpo e a mente não aguentarem a sobrecarga.
Se hoje eu pudesse dar um conselho a alguém, diria: analise se a situação ou a pessoa realmente merecem uma reação sua. Se for alguma injustiça cometida a seu favor, se posicione, com educação e sem provocar um “incêndio”. Agora, se não for necessário, silencie e garanta anos a mais de vida, paz, tranquilidade e chances de o Divino estar cada vez mais conectado com você.