O mês de abril chegará trazendo um peso a mais no orçamento das famílias. A partir do dia 1º, o preço do gás de cozinha deve subir pelo menos R$ 6,50 no Rio Grande do Sul. O aumento é em função da unificação da cobrança do ICMS. Atualmente, cada Estado define o percentual de imposto a cobrar.
Com a mudança, o imposto será o mesmo em todas as unidades federativas. Entidades do setor estimam que o preço final vai aumentar na maioria dos estados. A decisão é do Conselho Nacional de Política Fazendária (Confaz), e foi publicada em dezembro de 2022. O conselho estabeleceu a cobrança de ICMS de R$ 1,2571 por quilo do produto comercializado, o que representa R$ 16,34 em um botijão de 13 kg.
De acordo com Sindicato das Distribuidoras, Comercializadoras e Revendedoras de Gases em Geral do Rio Grande do Sul (Singasul), hoje são recolhidos R$ 0,7557 por quilo. Assim, a mudança representa um acréscimo de R$ 0,5014, ou 66,35% a mais em imposto. O sindicato estima que o preço ao consumidor deve subir pelo menos 6%.
Outra mudança é que o imposto passará a ser cobrado na origem e não mais nas várias etapas da comercialização, como ocorre atualmente.
Aumento pode ser maior
O sindicato estima que o crescimento no preço pago pelo consumidor nas revendedoras aumente no mínimo R$ 6,50 no Rio Grande do Sul.
“Esses valores vão aumentar na distribuidora para os revendedores, que não vão absorver e vão repassar o aumento ao consumidor. O aumento mínimo é de R$ 6,50, porque o preço é livre, então ninguém pode apostar o quanto vai aumentar para o consumidor em cada cidade”, afirma Tonet.
Ele também cita que podem entrar no reajuste aumentos em outros custos, como por exemplo, a logística, já que o diesel também deve subir de preço.