Remorso
Como alertávamos na primeira parte, quando nos referíamos à culpa, o remorso é a nefasta ferramenta a serviço dela.
Relação entre culpa e remorso
Mário Mas, em seu livro Auto-obsessão, ainda traz valioso texto para reflexão e aprendizado.
Ao falarmos sobre a culpa, diz ele, obrigatoriamente estamos falando da sequência: o remorso.
Portanto, culpa e remorso andam juntos!
A culpa decorre de um erro cometido.
O remorso é a perturbação seguinte ao ocorrido.
Desajustes
E o autor continua.
Ao se sentir culpado, o indivíduo constantemente rememora o ato, que resulta em remorso, desajustando-o energeticamente e passa a sofrer uma autopunição, podendo acarretar a auto-obsessão ou ainda, descamba para a alienação mental.
Ora, se a energia vital está desajustada, todo nosso organismo estará!
Isso é Ciência!
Allan Kardec expõe a resposta dos Espíritos à questão 70 em O Livro dos Espíritos:
“Os órgãos estão, por assim dizer, impregnados de fluido vital. Esse fluido dá a todas as partes do organismo uma atividade que lhes permite comunicarem-se entre si...”
E Mário menciona um exemplo: se um carro é abastecido com combustível adulterado, consequentemente o motor não funcionará a contento, podendo até não funcionar!
Imaginem em se tratando de energia vital que impregna nosso corpo físico e perispiritual!
Estágios para nossa depuração
Devemos nos fixar em nossa capacidade de refazermos o caminho erroneamente percorrido e não na nossa culpa, que não nos leva a parte alguma!
A nossa depuração moral/espiritual passa por três estágios:
- Arrependimento (sem se culpar): perceber o erro e estar disposto a não repeti-lo. Estar pronto para iniciar a reparação;
- Auto perdão pela falta cometida. Isso significa aceitar-se como se é realmente (suscetível de equívocos e, portanto, imperfeito). Trabalharmos em benefício de nossa própria melhora e pelo bem de alguém. Errar é humano, mas perdoar é divino;
- Reparação do mal causado.
Segundo Joanna de Angelis, citada por Rossandro Klinjey, o ser consciente é aquele que, nem se culpa e nem se justifica, mas se transforma!
(Próximo Tema: Culpa e Remorso- Parte Final)