Richard Simonetti em sua obra A Voz do Monte, faz a dicotomia entre o materialista e o espiritualista. Para os primeiros, diz ele, “...a morte é o mergulho no nada”; para os segundos, “trata-se de simples passagem...”.
Nas palavras de Sueli Caldas Schubert, o Espiritismo nos traz uma visão cheia de esperança e de certezas quando o assunto é morte, ao demonstrar que a morte não é do espírito, que é eterno, mas de seu invólucro, o corpo físico.
A vida do espírito não inicia e termina em uma única existência.
Não precisamos fazer um exercício mental demorado para termos essa interpretação, basta lembrar de Jesus quando afirmava, em Lucas, 20:38, referindo-se ao Criador: “Ele não é Deus de mortos, mas de vivos, pois para ele todos vivem...”
O espírito apenas muda de uma vibração para outra; de uma dimensão para outra.
Nas palavras de Divaldo Franco, de uma realidade orgânica para uma realidade transcendental.
E Emmanuel, em sua obra O Consolador, no item 147, exemplifica dizendo que é como alguém que muda de residência, de cidade, acrescentando que as enfermidades ou virtudes vão para lá também transplantadas. Isto é, a alma irá continuar seu processo evolutivo, sem milagres.
E, através das manifestações mediúnicas, recebemos essa esperança, sem a qual, nada faria sentido e a misericórdia divina seria uma quimera.
O temor da morte
Kardec, analisando o temor da morte, diz ser resultado da Providência divina, que se expressa no instinto de conservação. (KARDEC, Allan. O Céu e o Inferno ou A Justiça Divina Segundo o Espiritismo. Primeira Parte, Cap. II).
À medida que o homem evolui espiritualmente, o temor da morte diminui, pois que compreende sua existência como um meio de alçar a planos maiores, guardando o fim com serenidade e resignação.
A ideia instintiva de que a morte é fim de tudo e significa a separação dos entes amados, atemoriza aqueles que ainda possuem a noção insuficiente da vida futura.
Esse estado de coisas, diz Kardec é alimentado por causas puramente humanas, que tendem a desaparecer com a evolução do ser.
UM ALERTA: a morte nunca deve ser provocada!
“É sempre culpado aquele que não aguarda o termo que Deus lhe marcou para a existência.” (KARDEC, Allan. Trad. Guillon Ribeiro. O Livro dos Espíritos, questão 953)
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