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Opinião

Morte: A Visão Espírita (Parte II)

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União Espírita
Por União Espírita
Foto Divulgação

O Temor da Morte (continuação)

1. Costumes

Os costumes contribuem para que se lamente a perda da vida terrena, mostrando uma visão da morte assustadora, cheia de cerimônias lúgubres.

“Se descrevem a morte, é sempre com aspecto repelente e nunca como sono de transição.” (KARDEC, Allan. O Céu e o Inferno, Primeira Parte, Cap. II, item 8)

2. As Religiões

Outra visão distorcida sobre a morte está nos cânones das religiões que relegam as almas perversas ao inferno, sem qualquer chance de comunicação, a menos, como afirma Kardec, que para lá (para o inferno) se vá também. (Fonte: idem acima, item 9)

E as que vão para o Céu, estão em completa atitude contemplativa, em beatitude. E a essas, também não há possibilidade de se alcançar, pois estão no Céu...

Mencionamos ainda, sem que se esgote a lista, a crença na incomunicabilidade com os espíritos dos que já partiram.

Essa crença, diz Kardec, interpõe entre os vivos e os mortos uma distância intransponível. O que justifica a preferência de muitos a terem perto de si seus entes queridos, embora sofrendo, do que vê-los partir, mesmo que para o Céu.

O temor da morte, portanto é fruto de atavismo e dos dogmas e crenças religiosas (paraíso, inferno, purgatório).

Como nos informa Donizete Pinheiro em sua obra A Morte Sem Mistérios, os indivíduos são tomados por temor com base nessas crenças, uma vez que, elas propagam que  “...o pecado é dominante...” e que, portanto, “...morrer significava entregar a alma ao suplício eterno, sofrer indefinidamente, experiência que ninguém gostaria de suportar”.

Outros ainda, diz Donizete, temem a morte pelo sofrimento que essa passagem pode significar.

Para o espírita, diz Kardec, “o temor da morte perde a razão de ser, porque ele não tem dúvida sobre o futuro”. Então, encara a morte com tranquilidade, aguardando-a como uma libertação.” (KARDEC, Allan. O Céu e o Inferno ou A Justiça Divina Segundo o Espiritismo. Primeira Parte, Cap. II).

Sabem, continua Kardec, “... que a vida futura é a continuação da vida presente...[...] e aguardam-na com a mesma confiança com que aguardariam o nascer do Sol após uma noite de tempestade”.

CERTAMENTE que, àqueles que a provocam, longe de alcançarem o “objetivo” que os motiva, sofrem doloroso desapontamento; “...alguns expiam a falta imediatamente, outros em nova existência, que será pior do que aquela cujo curso interromperam”. (KARDEC, Allan. O Livro dos Espíritos, questão 957)

 

(Próximo Tema - Morte: A Visão Espírita - Parte III)

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