Marlei Carmen Reginatto Klein
Japão e cruzeiro pelo mar da China- Parte I
Qualquer viagem está sujeita a provocar frustrações – as expectativas são sempre grandes e tudo pode dar errado, mas pelas minhas experiências tudo foi mais positivo do que negativo. Mais importante do que encher a mala de dinheiro é levar na bagagem muita curiosidade e paciência. Não existem viagens ruins, só boas lembranças para serem contadas na volta.
Partindo para o desconhecido
A viagem iniciou de Porto Alegre ao aeroporto de Guarulhos. A saída de São Paulo aconteceu, durante a tarde, em voo direto a Dubai pela excelente EMIRATES- companhia aérea árabe. Foram 14h30min de viagem. Apesar do conforto e ótimo atendimento pelos simpáticos e sorridentes atendentes- alguns eram brasileiros- chegamos cansados meu marido e eu e mais um grupo, éramos umas vinte pessoas. No horário local eram 2h da madrugada. Passamos por complicada burocracia. A temperatura fora era de 30 graus, apesar de ser quase final do seu outono. Estávamos somente de passagem, pois no dia seguinte teríamos outro voo para o Japão-Tóquio, pela mesma companhia. A visita a Dubai aconteceria na volta da viagem.
Aeroporto de Dubai nos Emirados Árabes
Ele é considerado um dos maiores aeroportos do mundo e dos mais modernos. Belo e impecável. Chão de granito creme e tabaco. Gigantescas colunas e altos coqueiros naturais faziam a elegante alameda de entrada. Esteiras rolantes acompanhavam o interminável corredor. Elas facilitavam o deslocamento. Profusamente iluminado, pois parecia estarmos num dia de sol. Não foi necessário fazer a imigração, pois passaríamos o restante da noite num hotel do aeroporto e da mesma companhia. O hotel era elegante e confortável. Na entrada, ofereceram café com frutas e outras iguarias. Mas, a estada durou muito pouco, pois às 9h35min estávamos embarcando rumo a Tóquio. Para os brasileiros fica do outro lado do mundo.
Japão - Tóquio (Tokyo)
Chegamos após 12 horas de viagem.Já no seu moderno aeroporto sentimos a educação e a gentileza japonesa ouvindo um “Irashaimase” ou seja: Bem vindos! Sua cultura milenar nos encantou. Nosso hotel, muito bem localizado,era belo e moderno . Ficamos num ótimo aposento, vigésimo primeiro andar com vista de quase 360 graus. Chegamos a tempo de ver um belo “sunrise”- pôr do sol- o que tornou os prédios da cidade como se fossem silhuetas.
Japão - de muitas ilhas
É um país formado por 3.900 ilhas- que são, na maioria, picos de montanhas cuja base ficou submersa, no final da última era glacial. O país já foi assolado, várias vezes, por terremotos, tsunamis e riscos de vazamento de material radioativo. Mas, pelo que sabemos, nunca aconteceram pilhagens e outros acontecimentos nos lugares destruídos. O patrimônio do estado e particular sempre foi respeitado. Não demoram a iniciar as reconstruções, pois há grande ordenamento e trabalho no seu povo.
A capital – Tóquio
Renasceu várias vezes das cinzas. Foi reconstruída em 1657 depois de um grande incêndio. Construída novamente após um violento terremoto em 1923. Reconstruída uma terceira vez depois de ser arrasada por bombardeiros americanos na Segunda Grande Guerra Mundial. O povo não se deixou abater e, atualmente, a cidade está em constante mutação. A reconstrução é ainda uma atividade diária, com velhos edifícios sendo demolidos para dar lugar a modernas vias e construções.
Baía de Tóquio
Foram criadas várias ilhas artificiais na Baía de Tóquio para a expansão da cidade. Extensos viadutos cruzam em meio a uma cidade de arranha-céus. Tudo é futurista lembrando as grandes metrópoles como New York, Cingapura ou mesmo os Emirados Árabes. Mas convivendo com o futurismo, largas avenidas e trânsito intenso, existe outra Tóquio. É possível encontrar templos e santuários em meio a bosques, não muito longe do modernismo. O Palácio Imperial, protegido por fossos e altos muros, fica no coração da cidade entre belos e cuidados jardins.
Conclusão
O respeito e a educação são a marca do povo japonês. A cidade de Tóquio é limpa, segura e extremamente organizada, apesar da numerosa população. Não existem lixeiras, mas não se encontra sequer uma bagana de cigarro pelo chão. O povo leva o seu lixo para casa. Ruas e parques são tão bem cuidados como se fossem a frente impecável da nossa casa. As pessoas não perturbam, todas andando ligeirinho e nos cumprimentando. O trânsito é silencioso e organizado. Não há buzinaços, tudo flui rapidamente.