Há mais de 10 000 anos, duas estreitas faixas de terra uniam o Japão ao continente asiático. Com o fim da época glacial, o nível dos oceanos subiu, as águas do Pacífico cobriram aa duas ligações, transformando o país em um arquipélago situado na extremidade oriental do continente asiático. Durante a maior parte dos últimos 3 000 anos, os imperadores e outros governantes do leste da Ásia se opuseram a qualquer tipo de mudança. Houve longos períodos nos quais o contato com o Ocidente foi proibido ou seriamente restrito. Convencidos de que sua civilização era incontestavelmente superior à dos “bárbaros” que habitavam outras partes do mundo. Os dirigentes fizeram tudo o que era possível para mantê-la intacta. Finalmente, no século XIX, foram forçados, pelas circunstâncias, a abrir as fronteiras às potências ocidentais.
Japão- sua capital, Tóquio
Convivendo com o caos organizado das largas avenidas, com a cacofonia dos ruídos do trânsito ainda é possível encontrar templos, santuários e casas tradicionais de madeira não muito longe das construções modernas. Tóquio pode ser dividido em Cidade Baixa e Cidade Alta.
Cidade baixa
O chamado Ryogiko é lugar de muitos comerciantes e de artistas. É o bairro do sumô. Passando por ele podemos presenciar lutadores em plena rua. Seus restaurantes são diversificados, mas alguns servem um prato tradicional, o nutritivo ensopado “chanko-nabe”.
Cidade alta- Ginza
Fica ao sul do Palácio Imperial. É onde a moda é ditada pelos nobres da corte e pelos comerciantes ricos. Hoje, é cenário de uma das maiores concentrações de poder financeiro e político do mundo. É o bairro das compras mais requintadas de Tóquio com grifes famosas ostentadas em suas belas vitrines. Oferece numerosos restaurantes de luxo e casas de espetáculos para a elite, depois que o sol se põe. Velhas construções de madeira foram queimadas e um arquiteto e urbanista inglês, construiu um novo bairro feito de tijolo, usando o material até nas calçadas. O bairro possui rua exclusiva para pedestres. Encontramos nela um dos “points” chamado “Le Café Doutor”. Nome que chamou a atenção. Amplo, bem decorado. Aguardamos um bom tempo, para conseguir um lugar. Sempre lotado.
Tóquio Tower
A Torre de Tóquio fica no centro da cidade. Dela temos uma visão de 360 graus. Foi inaugurada em dezembro de 1958. Possui um peso de 4 mil toneladas e uma altura de 333m. o observatório principal fica a 150m de altura. Possui restaurantes e centros comerciais. Modernos e rápidos elevadores vão de um nível ao outro. Nos altos da Torre é possível entender a situação de cidade de Tóquio: o mar não impediu seu crescimento e os arranha-céus convivem com casas tradicionais, imponentes torres de vidro e aço, bosques com escondidos templos e a modernidade de vias que se cruzam em todos os sentidos. Uma visita é muito importante. Ficar observando e analisando a cidade nos faz ver o quão ela é imponente.
Comércio em Tóquio
Como na maioria das cidades, certos bairros se especializaram em determinados tipos de comércio. O mercado do peixe de Tóquio, um dos maiores do mundo, fica em Tsukiji, o bairro universitário. É também o lugar das livrarias. Os melhores quimonos estão em Nihombashi. As roupas da moda para adolescentes podem ser encontradas em Harajuku e no bairro boêmio de Shinjuku. As lojas de Akihabara vendem por preços acessíveis o que há de mais moderno em aparelhos eletrônicos. Estive nessas lojas, mas o rapaz que me atendeu só falava japonês. Gesto e gestos e assim nos entendemos e consegui comprar uma excelente filmadora.
Planos japoneses
As bombas atômicas em Hiroshima e Nagasaki, em 1945, deixaram os japoneses desconfiados da energia nuclear. Mas a demanda de energia é tão urgente que o país teve de construir mais de 50 usinas nucleares. Hoje, desertos foram recuperados, florestas plantadas e fontes de energia limpa estão sendo desenvolvidas. Surgiram usinas hidrelétricas e plataformas artificiais para colher energia solar na órbita da Terra.
Essas duas cidades arrasadas por bombas atômicas renasceram, uma como símbolo de paz e reconciliação e a outra como uma cidade de inovações e oportunidades.
Hiroshima
Era uma base militar durante a Segunda Guerra Mundial. Este foi o motivo do ataque da bomba para quebrar a resistência do Japão. Há um museu- o Museu da Memória e da Paz- com uma chama ardente, que não se apaga. Ela lembra as armas nucleares e o perigo para os habitantes da terra.
Nagasaki
Recebeu, na Guerra, uma bomba três vezes mais potente que a de Hiroshima. O número de mortos chegou a 150 mil e ficaram milhares de pessoas contaminadas. Hoje, possui importantes fábricas como a da Kawasaki e da Mitsubishi. As inovações tecnológicas fazem a cidade se destacar nos setores de engenharia e construção naval.
Conclusão
Ueno é o bairro dos museus, com o Museu Nacional, o Metropolitano e o Belas Artes reunidos num parque. Nele acontece uma das atrações mais populares de Tóquio no mês de abril, a das cerejeiras em flor. A cultura milenar e a cordialidade do povo encantam e como também deslumbram seus edifícios ultramodernos. Seu magnífico pôr-do-sol, a noite iluminada como dia fosse, o movimentado centro da cidade, com toda a sua organização dão a Tóquio um nível de sofisticação sem precedente...