No próximo dia 20 de julho, às quatro horas da manhã, Nova Zelândia e Noruega fazem a abertura da Copa do Mundo de 2023. A seleção da Oceania é a dona da casa, mas a europeia já tem um título no currículo e impõe respeito. O Brasil estreia no dia 24, às oito da manhã, contra o Panamá. A nossa equipe é favorita para vencer na estreia, mas o peso de nunca ter vencido o Mundial pode fazer a diferença nas fases seguintes.
Mas… Como assim, o Brasil nunca venceu uma Copa do Mundo? Não somos penta? E como a Noruega tem um título se ela quase nunca se classifica? Tem Copa esse ano de novo? Pois bem, estou falando do Mundial Feminino, que neste ano chega a sua nona edição, a primeira com 32 seleções, na Austrália e na Nova Zelândia.
O Mundial das mulheres teve início em 1991, com apenas 12 times. Os Estados Unidos levaram o título em cima das norueguesas na final. A seleção nórdica conquistou o torneio seguinte, em 1995. As estadunidenses depois venceriam outras três competições, em 1999, 2015 e 2019. A lista fica completa com Alemanha, em 2003 e 2007, e Japão, em 2011.
O Brasil tem como melhores campanhas um vice, em 2007, e um terceiro lugar, em 1999. Por outro lado, participou de todas as Copas Femininas, assim como no masculino. A diferença é que aqui esta marca é dividida com Estados Unidos, Alemanha, Noruega, Japão, Suécia e Nigéria.
Só que não quero ficar aqui falando apenas da história da Copa do Mundo Feminina. Quero destacar também a importância que o torneio vem conquistando edição após edição. Eu torcia muito o nariz para o futebol feminino. Praticamente não assistia aos jogos, e sempre tive uma opinião enviesada (quase que formada por terceiros) sobre a modalidade. Foi a partir de 2020 que meu interesse começou a aumentar, muito em função do blog que eu mantenho no ar há alguns anos (pesquise por “Edição dos Campeões”). Então eu passei a entender melhor as mazelas que as mulheres encaram para ter sucesso neste esporte.
O futebol feminino foi proibido no Brasil até 1979. Só viemos a ter uma seleção nacional em 1983. E um campeonato de fato em 2013. A vida das atletas não é fácil, uma Marta ganha milhares de vezes menos que um Neymar ou Vini Jr. da vida. A Copa do Mundo sempre é uma oportunidade para elas se provarem no nosso país. E tem que ser uma prova definitiva, sem julgamentos parciais ou sem conhecimento de causa.
Por isso, se você torce o nariz e tem uma opinião vazia sobre o futebol feminino, se permita e assista a Copa Feminina deste ano. Acorde cedo e veja de coração e mente abertos. Dê uma chance para elas. A Seleção Brasileira precisa da torcida de todos nós. Será difícil ante as adversárias dos outros grupos, mas quem sabe não pinta a primeira estrela para as nossas mulheres? Uma Copa do Mundo não acontece a cada quatro anos, mas sim duas a cada três.