Bênçãos, afeições. Ofensas, agressões, inimizades
O passado registra bênçãos, favores e afeições, mas também, ofensas, agressões, inimizades que nos marcam a existência e que, muitas vezes, não encontramos justificativas na vida presente, pois que, estão em nosso inconsciente.
É preciso esforço para vencermos o orgulho e superarmos as animosidades.
Somos credores, mas que também temos culpas, cujas vítimas nos vigiam e nos perseguem.
Eis aqui o sentido da advertência do Divino Mestre, nas palavras de Allan Kardec, em O Evangelho Segundo o Espiritismo, Cap. X, item 6:
“Quando Jesus recomenda reconciliar-se o mais depressa com o adversário – diz Kardec - não é somente com vistas a apaziguar as discórdias durante a existência atual, mas evitar que elas se perpetuem nas existências futuras”.
Deus permite que a dívida seja cobrada, como punição do mal que foi feito ou, como diz Kardec, se não foi feito, faltou-se “...com a indulgência e a caridade não exercendo-se o perdão”.
Resquícios de animosidades
A mensagem de Jesus trata da reparação dos erros cometidos contra o próximo e do perdão aos inimigos, a fim de eliminar quaisquer resquícios que possam, no futuro, serem motivos de dissabores e animosidades a se prolongarem no tempo.
Adotando essas atitudes, reforça Kardec, “...de um inimigo obstinado neste mundo, pode-se fazer um amigo no outro; pelo menos coloca o bom direito do seu lado, e Deus não deixa aquele que perdoou ser alvo de vingança. ”
Perdão
O perdão, como nos esclarece Kardec é uma atitude de benevolência para com nossos adversários; é uma atitude de humildade.
Todos vivenciamos em nosso histórico: desavenças, mágoas guardadas, conflitos no âmbito profissional, familiar e social.
Não há como retomarmos relacionamentos rompidos, sem o exercício do perdão que irá apagar essas marcas.
Não há como dissociar a reconciliação do perdão.
Perdoar, diz o Espírito Estêvão, em sua obra Isto Vos Mando, na psicografia de Júlio Cezar Grandi Ribeiro, não significa adotar uma atitude de covardia ou falta de personalidade; ao contrário, pressupõe determinismo, coragem, força interior, em perfeita sintonia com a lição cristã de compreender, de perdoar, de tolerar.
(Próximo Tema: Reconciliar-se com os adversários- Parte III)