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Opinião

Reconciliar-se com os adversários (Parte III)

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Por União Espírita

Amar aos inimigos

Referindo-se a amar aos inimigos, os Benfeitores respondem à questão 887, formulada por Kardec, em O Livro dos Espíritos, dizendo que é compreensível que ninguém consiga devotar a um inimigo o mesmo amor que dedicaria a um amigo, pois é um sentimento natural.

Diante dos amigos, exemplifica o Espírito Estêvão, em sua obra Isto Vos Mando, psicografia de Júlio Cezar Grandi Ribeiro, sentimo-nos à vontade, espontâneos. Diante dos desafetos, estaremos em vigília, constantemente atentos.

O que Jesus quis dizer, complementam os Benfeitores, é que tais inimigos devem ser perdoados, retribuindo-lhes o mal com o bem. E, tanto quanto eles nos permitirem, estendermos nossa mão.

Agindo assim dizem, tornamo-nos superiores a eles; porém, se procuramos nos vingar, colocamo-nos abaixo deles.

Reconciliação - entendendo as razões dos conflitos

A palestrante Eliana, no quadro Espiritismo Sem Mistério, da TV Mundo Maior, nos mostra que a reconciliação passa primeiramente por um processo de entendimento das razões que motivaram os conflitos.

Essa análise é importante, diz ela, porque, identificada a origem, os porquês que levaram à situação conflitiva, podemos fazer o caminho inverso.

Para isso, deve-se deixar o orgulho de lado. Vencer esse obstáculo e exercitar a vontade, o desejo de assim agir.

Por vezes, ao descobrirmos a origem, veremos que nós mesmos demos início ao conflito, mesmo que de maneira inadvertida.

Outras vezes, somos atacados, sofremos aversões, sem sabermos exatamente o porquê. Nesses casos, possivelmente fomos mal interpretados em nossos posicionamentos ou, foi fruto de maledicência.

Na busca das origens, devemos entender que toda e qualquer relação, se inicia por atração, por empatia, pela convergência de interesses, de preferências.

Então, em que momento ocorreu o rompimento dessa harmonia?

Em que momento essa pessoa ou nós mesmos passamos a não suportar a presença ou sequer ouvir o nome do outro?

Por que aconteceu esse rompimento?

 

(Próximo tema: Reconciliar-se com os adversários-Parte final)

 

 

 

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