Numa rendição heroica entrego minhas “armas” reconhecendo a batalha perdida, com sofrimento e inconformidade, a um inimigo predador. Mas, com a consciência em paz por ter feito a minha parte.
Falo da batalha que empreendi na defesa da preservação do Parque Longines Malinowski, vítima de uma vaidade política que não hesitou em transformá-lo em praça desafiando as leis ambientais.
Minha caminhada iniciada em 2014, na gestão do então Prefeito Paulo Alfredo Polis, termina aqui. Foi um périplo por várias instituições como PATRAM, Corpo de Bombeiros, audiência com Ministério Público, abaixo assinado, entrevistas na imprensa, reunião com pessoas simpatizantes da causa ambiental, pesquisa e inúmeros artigos que este jornal sempre publicou sobre o tema, inclusive cartas abertas ao Prefeito Polis.
Aproveito para deixar meus agradecimentos a erechinenses que me acompanharam como o Profº. Guilherme Barp (in memoriam), ao Dr. Nilso Zaffari (in memoriam) e sua esposa Gladis, a Sra. Zita Hoffmann, aos amigos e amigas, vizinhos e a todas as pessoas que participaram desta campanha.
Meu respeito e admiração a Sra. Eni Scandolara, também companheira de primeira hora que, enquanto foi vereadora não se furtou em usar a tribuna da Câmara na defesa do Parque; participou de entrevistas, de encontros, coletando documentos, fotos, depoimentos. Enfrentou, inclusive, uma represália – pífia e injusta – por parte da Secretaria Municipal de Meio Ambiente da ocasião, acusada de liderar o movimento em defesa do Parque.
Em especial minha homenagem ao Sr. Longines Malinowski, idealizador deste lindo recanto verde.
*Membro da Acadêmica Erechinense de Letras