Hoje e a China
Depois da morte de Mao Tsé-tung, filho de rico camponês e um dos fundadores do Partido Comunista Chinês, Deng Xiao-Ping tornou-se o novo líder chinês. Sua política consistiu em modernizar a indústria, a agricultura, o exército e a tecnologia. Esse método despertou demandas por liberdade política há muito tempo reprimidas. Mas Deng não estava disposto a arriscar a supremacia do Partido Comunista. Quando os estudantes realizaram uma manifestação na Praça Tiananmen de Pequim – capital da China – em 1989, ele sufocou o protesto com soldados e tanques. Mais de 2 000 manifestantes foram mortos, diante das câmaras de TV de um mundo horrorizado. Depois do massacre, Deng continuou a estimular o crescimento econômico e a buscar melhores relações com o ocidente. Então, a China passou a ser encarada como um imenso mercado e um novo motor da economia mundial. Desde a primeira década do século XXI, o país vem mantendo uma taxa de crescimento econômico vertiginoso.
Reminiscências
Depois da visita à última cidade japonesa, Okinawa, e continuando a viagem pelo Mar da China, o navio cruzeiro rumou ao país chinês.
O Partido que Controla a China
Teoricamente, o Partido Comunista Chinês não participa do governo. Na prática, porém, todo o poder concentra-se no partido, que controla também os vários aspectos da vida dos chineses. Na bandeira da República Popular da China – cinco estrelas douradas em um fundo vermelho – a estrela maior representa o Partido Comunista Chinês. As outras representam as quatro classes sociais da nação: camponeses, operários, colarinhos-brancos e administradores. É um símbolo apropriado a um partido que chegou ao poder pelo caminho mais difícil, uma guerra civil. Perceberam nos camponeses a sua maior força. Mao Tsé-tung, o líder comunista, prometeu ao povo uma reforma agrária.
Os Imperadores Chineses
O primeiro, Mao Tsé-Tung, iniciou uma nova era na longa história da China. Impôs a vontade do partido e revolucionou a sociedade chinesa com uma política de terror. Teoricamente, a China era numa sociedade sem classes. Entretanto, os membros do partido gozavam de privilégios especiais. Nele havia vários escalões. Apenas os membros dos escalões superiores podiam ficar em um quarto de hotel com banheiro particular.
O segundo, Deng Xiao-Ping percebeu que, para sobreviver, o partido teria de oferecer à população chinesa a esperança de uma vida melhor. Dedicou-se à difícil tarefa de introduzir a motivação do lucro. Proclamou: “Enriquecer é glorioso! ” Embora estivesse disposto a oferecer certo grau de liberdade econômica, o regime não queria abrir mão do controle. O terceiro, Jiang Zemin, no início do novo milênio, teve de combater a corrupção e conviver com o fato de que as pessoas sabem que é possível vencer na vida sem ser membro do partido.
Sistema Político
A China ou República Popular da China é governada por um Presidente – o atual é Xi Jinping – que nomeia o Primeiro Ministro e os quatro Vices- Ministros. A capital é Pequim, em mandarim, sua língua, é Beijing.
O Exército Vermelho
Possui mais de dois milhões de componentes, inclusive membros femininos. É o maior do mundo. Entretanto, seus equipamentos são menos avançados do que os do ocidente e alguns oficiais superiores preferem se dedicar aos negócios do que à guerra.
Generais Chineses
Todos na China se beneficiaram com as reformas econômicas iniciadas por Deng Xiao-Ping, na década de 1980. Mas os mais favorecidos foram os generais do Exército Vermelho. Eles montaram um verdadeiro império comercial que incluía hotéis, minas, fábricas de brinquedos, fazendas, contrabando organizado e até mesmo bordéis. Administravam de 15 a 20 mil empresas em todos os setores da economia, com um lucro anual na ordem de 7 bilhões de dólares. Suas atividades se tornaram um escândalo nacional tão grande que, em 1998, o Imperador Jiang Zemin interveio. A ordem foi: “Parem de fazer negócios e passem mais tempo defendendo o país! ” Ele montou uma força política para combater o contrabando e os generais prometeram abrir mão de seus negócios particulares, mas pouco mudou desde então.
Conclusão
As últimas décadas do século XX testemunharam algumas notáveis histórias de sucesso. Os “tigres asiáticos” – Japão, Hong Kong, Taiwan e Coreia do Sul – mostraram o que um povo flexível e empreendedor é capaz de fazer. O turbilhão econômico desencadeado por eles colocou em xeque tradições milenares. Em uma única geração, os filhos e netos de camponeses pobres tiveram de se adaptar à vida das cidades. Mas as tradições também são flexíveis e uma virtude especial do leste da Ásia é sua capacidade de combinar o antigo com o novo.
O enorme progresso da televisão na China nos últimos 25 anos tornou a vida difícil para as autoridades, que tentam manter todas as comunicações sob um rígido controle. Hoje, a censura tem de enfrentar um inimigo ainda mais sério: a internet.