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Opinião

Mudanças climáticas (Parte 3)

“Principais conferências mundiais ambientais”

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Roberto Ferron
Por Roberto Ferron

As conferências mundiais ambientais proporcionaram o encontro de líderes globais e a discussão sobre a sustentabilidade do planeta terra nas últimas cinco décadas. Elas contribuíram para ajudar a consolidar a compreensão sobre as causas e as consequências das mudanças climáticas; ao mesmo tempo que os líderes mundiais estabelecem acordos e compromissos em relação ao desenvolvimento sustentável. Segue abaixo, todas as conferências e encontros realizados até hoje, e quais foram as suas decisões:

 Conferência de Estocolmo

Em 1972 realizou-se a primeira conferência ambiental da história, que ocorreu em Estocolmo, sendo chamada de Conferência das Nações Unidas sobre Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável. O primeiro dia do evento mundial foi dia 5 de junho. Este dia passou a ser comemorado para relembrar o feito como Dia Mundial do Meio Ambiente. A Declaração de Estocolmo estabeleceu 26 princípios sobre desenvolvimento e meio ambiente, dando início a uma série de conferências ambientais em que os países reconhecem sua responsabilidade com a sustentabilidade.

 Primeira Conferência Mundial do Clima

Em 1979 ocorreu a primeira Conferência Mundial do Clima (WCC-1), convocada pela Organização Meteorológica Mundial (OMM), como “uma conferência mundial de especialistas em clima e humanidade”. O encontro organizou grupos para analisar informações sobre o clima, tópicos importantes e pesquisas sobre mudanças climáticas. O WCC-1 foi realizado em Genebra (Suíça) e previu a formação do Programa Mundial do Clima, do Programa Mundial de Pesquisa do Clima, além de ter colaborado para tornar possível a criação do Painel Intergovernamental sobre Mudanças Climáticas (IPCC) em 1988.

Conferência Rio 92 ou Eco 92

A Conferência das Nações Unidas sobre Meio Ambiente e Desenvolvimento (UNCED) recebeu a delegação de 175 países e foi a maior reunião de líderes mundiais da época. Também ficou conhecida como Cúpula da Terra ou Cúpula do Rio. O evento pediu aos governos mundiais que reconsiderassem o impacto ambiental das decisões políticas e dos projetos econômicos. O encontro deu impulso ao Fundo para o Meio Ambiente Global (GEF), atualmente um dos maiores financiadores de projetos ambientais no mundo. Além disso, foram assinados documentos importantes como A Declaração do Rio sobre Meio Ambiente e Desenvolvimento, Agenda 21 e Princípios Florestais.

A primeira de todas as COPs

A primeira Conferência das Partes (COP) foi realizada em Berlim, em 1995. Ela se concentrou nas habilidades dos países para desenvolver políticas relacionadas às mudanças climáticas. A reunião envolveu negociações com líderes de países desenvolvidos para obrigações juridicamente vinculativas para reduzir as emissões de carbono. O encontro reconheceu que os países desenvolvidos eram mais responsáveis pelas altas emissões de Gases de Efeito Estufa (GEE) do que os países em desenvolvimento. Também deu início a conversas que levariam ao Protocolo de Kyoto, um acordo mais juridicamente aceito.

COP 3 e o Protocolo de Kyoto

A COP-3, realizada em dezembro em 1997, em Kyoto (Japão), destacou-se como uma conferência sobre mudança climática que revolucionou as relações políticas e deu aos países em desenvolvimento mais voz nas decisões, culminando em um protocolo que especifica as metas nacionais de emissão para os membros da conferência. Ao mesmo tempo, o Protocolo de Kyoto foi estabelecido para proteger as economias em desenvolvimento dos custos da redução de emissões. O principal objetivo do protocolo era tornar estável a concentração de gases de efeito estufa na atmosfera global, de forma econômica e eficiente, com a criação de créditos de carbono.

COP 21 e o Acordo de Paris

A COP-21 tratou principalmente do Acordo de Paris, um documento inovador no mundo da diplomacia climática. Pela primeira vez em duas décadas, um acordo universal sobre o clima, que era juridicamente vinculativo, foi finalmente alcançado. O Acordo de Paris visava limitar os aumentos de temperatura no século 21 para menos de 2°C e, se possível, até menos de 1,5°C. Além disso, pretendia capacitar os países a mitigar o impacto da mudança climática, com tecnologia atualizada, uma estrutura de resposta aprimorada e mais transparente, mais consciência pública sobre questões ambientais e maior apoio financeiro para as nações em desenvolvimento.

Fonte: ONU, Yoy Matter.

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