21°C
Erechim,RS
Previsão completa
0°C
Erechim,RS
Previsão completa

Publicidade

Opinião

Mudanças Climáticas (Parte 4)

teste
Roberto Ferron.png
Por Engº. Florestal Roberto M. Ferron – Consultor Florestal/Ambiental

“Painel Intergovernamental sobre Mudanças Climáticas – IPCC”

 

Qual a instituição internacional que estuda, avalia e quantifica as mudanças climáticas?        Em 1988 ocorreu a criação de um órgão denominado Painel Intergovernamental sobre Mudanças Climáticas (IPCC), cujo objetivo principal é de fazer avaliações a respeito das mudanças climáticas, sendo ele encarregado de criar documentos que mostrem o que de fato está ocorrendo com o planeta, e as perspectivas futuras desse impacto. Sua criação se deu num momento em que ficava cada vez mais claro o papel do homem no que diz respeito ao aumento da temperatura da Terra.

O primeiro relatório foi publicado em 1990, destacou a importância da cooperação internacional para evitar os danos causados pelas mudanças climáticas. Esse relatório foi essencial para a criação da Convenção-Quadro das Nações Unidas sobre Mudanças Climáticas (UNFCCC), o principal tratado internacional com o objetivo de reduzir o aquecimento global.

Periodicamente o IPCC libera dados relevantes sobre as mudanças climáticas no mundo, sendo esses dados fundamentais para a formulação de políticas internacionais voltadas para o clima.

No quarto relatório publicado em 2007, o IPCC destacou dados bastante preocupantes com relação ao “aumento da temperatura global até 2100 ficaria entre 1,8ºC e 4ºC, sendo esse último cenário catastrófico."

O quinto relatório do IPCC forneceu base científica para o Acordo de Paris, um compromisso internacional assinado por 195 países que tem como um de seus objetivos manter o aumento da temperatura média global a menos de 2ºC acima dos níveis pré-industriais. Esse acordo prevê ainda esforços para limitar o aumento a 1,5ºC acima dos níveis pré-industriais.

Em 2018, o IPCC liberou o Relatório Especial do Painel Intergovernamental sobre Mudanças Climáticas (IPCC) sobre o aquecimento global de 1,5 °C, que apresenta informações importantes para garantir a tomada de decisões corretas por parte dos governantes a fim de evitar o aumento exagerado da temperatura. De acordo com esse relatório, é essencial que a temperatura global não suba 2º C acima dos níveis de temperatura antes da Revolução Industrial, pois isso poderia ter consequências desastrosas, como perda de biodiversidade, perda de habitat, diminuição das calotas polares etc. E para garantir que o aquecimento não ultrapasse o 1,5ºC, são essenciais mudanças rápidas. Alguém acredita?

Entretanto neste ano, “as tais mudanças rápidas, os acordos foram para o ralo. Com a crise energética especialmente na Europa por conta da guerra entre Rússia e Ucrânia, principalmente países como Alemanha, Inglaterra e França, se viram restritos ao acesso do gás vindo da Rússia, que movimentava o parque fabril e até aquecia as residências.

Qual foi a saída? Apelar novamente para a velha e surrada “energia das termoelétricas movida a carvão mineral, e altamente poluentes”. Seus planos e acordos para reduzir a emissão de GEE foi literalmente para as “cucuias”. E perguntem, se eles consultaram os demais países signatários dos acordos? Apenas, comunicaram que ativariam suas termoelétricas ultrapassadas, e não expressaram nenhuma manifestação preocupante sobre a volta da poluição atmosférica.

A pergunta que fica: “como atingir as metas propostas pelos acordos de manter o aumento da temperatura global em até 1,5 ºC acima dos níveis pré-industriais”?

E o Brasil continua sendo taxado pelos ambientalistas de plantão como o grande vilão da poluição ambiental global, especialmente pelas “queimadas e destruição da Amazonia”. Agora com a grande seca e incêndios na Amazonia cade a Greta, o ator Leonardo DiCaprio, as ONGS, a atual Ministra do Meio Ambiente Marina Silva, o Presidente Lula, os políticos vendilhões da pátria, e a grande mídia nacional catastrófica? E a culpa ainda é do ex-presidente?

Publicidade

Blog dos Colunistas

;